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14.1.16
Words of wisdom
"The more we’re governed by idiots and have no control over our destinies, the more we need to tell stories to each other about who we are, why we are, where we come from, and what might be possible. Or, what’s impossible?"
(Alan Rickman, IFC, 2008)
13.1.16
O futuro da solidão
(Weekend, de Andrew Haigh)
L'Oréal Trolha Expert
Deve haver uns tios e umas tias no marketing da L’Oréal que, por entre risinhos húmidos, ainda se estão a bajular à conta do tamanho da sua criatividade (tão giros os trocadilhos). Esta nova campanha às bolas grandes é uma pedrada no charco da publicidade nacional. Antes de chegar à lama, o seu enorme volume escaqueira sem perdão os telhados do bom senso. Isto não é de homem, nem de mulher, é só intensamente, XXL estúpido. E tiazada reprimida a fazer marketing é como vegetarianos a comer alheiras. Dá merda da grossa.
Etiquetas:
Comunicação,
Marketing,
Pub,
Sociedade
29.1.14
O lobby javardo e a infecção generalizada
Num desses canais de
notícias por cabo vejo Marinho Pinto a espumar alarvamente, como é seu
apanágio. A tendência imediata de carregar no comando da TV para afastar tão
repugnante figura é detida por um enfático “o lobby gay!”, repetido
duas ou três vezes para efeito dramático. Percebendo desde logo que se tratava
de um “debate” sobre a proposta de referendo, pensei por momentos que um
monumento vivo à irracionalidade poderia constituir o poster boy ideal de tamanha aberração. Porém, a realidade é bem
diferente e não tem graça nenhuma. O espectáculo da vileza é aplaudido por
muita gente com fome de retaliação arbitrária. A mediatização desta conversa
inane, dardejando ódio, constitui a melhor protecção do referendo. É o discurso
que convoca e galvaniza multidões para a queima em praça pública. Cujos urros
abafam a credibilidade de especialistas e a sensatez dos verdadeiros
argumentos. Facto já de si sobejamente demonstrativo e deprimente, Marinho
Pinto ocupa um lugar de responsabilidade na sociedade portuguesa, em concreto
na sua cada vez mais distante galáxia jurídica. É, por isso, legitimado como
barómetro moral. Tem garantido tempo de antena para metralhar sem ponderar uma
palavra, sem olhar sequer de relance para a extensão e gravidade dos danos que causa, começando nas crianças “que os gays [sic] usam como desculpa”
para reivindicar – indignem-se os demais cidadãos! – um direito aprovado em
parlamento e prescrito por todas as leis universais da decência.
Coerente, portanto, com os espancamentos que a actual governação inflinge a
esta pobre democracia e à sua trágica Constituição. Com os detritos largados
por uma bancada parlamentar e ratificados por um presidente. Em suma, com a
nojeira moral, social e política que se abateu sobre nós de forma aparentemente
irremediável.
Esta não é uma questão
tópica. Os palermas ululantes, entre bastonários e jotazinhas de
infra-inteligência, não são meras feridas. Se existe “um lobby”, visível e de
gigantesca vitalidade, é o dos grandessíssimos javardos – regentes e bufões –,
que infectaram todo um país e se ocupam a aniquilar o que sobra da sua
consciência.
16.1.14
Terra pródiga
A estupidez, com a convicção inoxidável da inanidade, espeta-nos o indicador nos olhos. Contorcendo-o, diz-nos que é correctiva e orientadora. O seu poderio reside em obliquar de tal modo os factos que os factos desaparecem. É um vírus, uma dor que não se sente, que conquista por negação, privação, encobrimento, manipulação. Porque é cega, quer que todos os sejam. Mas a estupidez prospera sob os telhados de quem a alberga. De quem não quer pensar e sentir. Até ficar sem nada para pensar, dizer e sentir. Resguardando-se no direito à estupidez, o estúpido militante encarrega-se de a disseminar como dever. Dessa potente virulência, em terreno fértil, nascem referendos à sua imagem e medida.
24.6.13
12.6.13
7.6.13
16.4.13
Afecto unplugged
Assim é o mundo do egoísmo coitadinho e dos egoístas que são ceguinhos. Dos laços lassos, das plataformas da futilidade, das memórias flash, das palavras que não chegam para nada, das vozes que não se ouvem em lado nenhum, do amor que não sobra, da amizade mediatizada, esfarelada, das mazelas perpétuas, dos respigadores de sexo, do suor dos outros, dos idiotas auto-incensados, dos seguidistas anónimos, do like tanto de tudo, da secura de sede, do upload de afecto, das imagens em barda, dos bardos em baixa resolução. Um mundo de ficheiros por arrumar nas vidas uns dos outros.
Ilustração: Jean Julien
21.3.13
18.3.13
O dia-a-dia da Igreja
A Agência Católica de Notícias (no seu moderníssimo suporte digital) está bastante atrás dos acontecimentos. Comprovando, de resto, um princípio que suporta todo o edifício filosófico da Igreja.
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