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13.1.16
L'Oréal Trolha Expert
Deve haver uns tios e umas tias no marketing da L’Oréal que, por entre risinhos húmidos, ainda se estão a bajular à conta do tamanho da sua criatividade (tão giros os trocadilhos). Esta nova campanha às bolas grandes é uma pedrada no charco da publicidade nacional. Antes de chegar à lama, o seu enorme volume escaqueira sem perdão os telhados do bom senso. Isto não é de homem, nem de mulher, é só intensamente, XXL estúpido. E tiazada reprimida a fazer marketing é como vegetarianos a comer alheiras. Dá merda da grossa.
Etiquetas:
Comunicação,
Marketing,
Pub,
Sociedade
10.2.14
22.3.13
21.3.13
15.3.13
30.11.12
Hard copy 66
Ora aqui está um caso sério de boa publicidade. O tipo de comunicação sofisticada que só um gestor de eleição poderia produzir, depois de deglutir o belo naco do cachaço, exactamente entre um reconfortante peido neoliberal, a baba de camelo à casa e uma charutada a rematar, satisfeito por ter despachado a equipa de comunicação. Na agência (?) dizem-lhe que o seu arrojo sabe a maminha da alcatra e a coisa sai, espessa e retumbante, na net e e na imprensa escrita, deixando um inconfundível gosto a grossura. Se comprar o carro vou ter de lhe pendurar algures o poster desbotado de uma serrana mamalhuda, enquanto palito os dentes com a unhaca do mindinho. E vou parar forçosamente numa estação de serviço ribatejana para comprar um pack de cassetes de anedotas porcas e música ao (es)gosto popular, com as quais arruinarei o moderníssimo leitor de CD. Ao chegar a casa gravitarei como uma mosca para os pré-gravados da Casa dos Segredos, de modo a não perder os melhores momentos de pintelheira a passar de boca em boca, revendo-me no desafio épico da articulação verbal e sentindo vibrar em mim o mesmo ADN bovino. Tudo para estar à altura desta carrinha. Quem diria que uma simples frase seria capaz de tanto?
15.11.12
O Slogan Recalcitrante 3
Pérolas esquecidas nos lineares de supermercado. Um encontro fortuito com a arte de criar claims, à procura de uma refeição de preparação rápida, económica e - esperança vã - saudável. A riqueza polissémica, a equilibrada escolha lexical e o reaproveitamento picaresco da coloquialidade, sintetizados numa homenagem franga à idiomaticidade - interpretada a gosto, visto encontrar-se numa embalagem de hambúrgueres de peru.
Na sequência de outros ensaios já postados, proponho-me adoptar tentativamente os mesmos critérios no rebranding de marcas interessadas em afirmar o seu carácter nacional. Não sei que marca gostaria hoje de afirmar o seu carácter nacional, mas deixo isso ao critério de indivíduos com conhecimentos profundos de secretaria.
Por exemplo, uma marca no mesmo segmento de negócio, mas com as carnes vermelhas por foco - imaginemos, Porquivaca - poderia ostentar algo como:
© Do mesmo modo, uma empresa distribuidora de peixe congelado - Peixófrio -, beneficiaria de uma releitura deste tipo, valorizando o espectro temporal de conservação:
©Se é que me faço entender.
(Com o inestimável contributo estético de Filomena L.)
29.10.12
Sai um pastelinho pela Europa
Os verdadeiros obreiros da paz.
25.10.12
Hard copy 64
Ou quando "usar a cabeça" é a expressão figurativa do seu oposto. Aqui, hard design seria mais adequado.
20.9.12
11.9.12
Hard copy 62
De um lado temos a singela identificação de produto para a higiene dentária, "com extractos naturais" e tudo e tudo. Do outro, confirmam-nos a sua pureza e garantem-nos que não estamos a ser objecto de uma qualquer experiência química, assegurando-nos simultaneamente que não foi testado em animais. Uma afirmação menos virginal que o resto, visto que uma barrinha vertical com valor absoluto coloca em dúvida o rigor da confecção. Onde está um copy quando se precisa dele.
7.9.12
Louvai o senhor
Não sei para que lhe serve o dinheiro, mas contribui de certeza para o ar de nababo presuntuoso refastelado no trono, a esboçar um boneco descontraído e branqueado, semi-sorriso complacente e manápula executora fingindo indolência. A alva cabeleira em cenário bucólico quase lhe dá uma bonomia quintaleira. Para que servirá o dinheiro a este avô matreiro? Talvez para ir muito além das cantigas, do folclore histérico, dos chavões encerados e do populismo mais infesto... Não estamos nós cansados de saber o que está realmente por trás do realejo e das farturas destes empresários? Poder. Autoritarismo. Domínio. Mais dinheiro e cada vez menos escrúpulos. E quem impingiu pão e circo com tão diabólico engenho que, hoje, basta dar uma ordem e, mesmo enchouriçados, os portugueses acorrem ao templo para lhe dar o dízimo? Porque este já fez de Portugal, não o seu quintal, que é de somenos, mas a sua ostra. Bem chupadinha e acompanhada por um Redoma Reserva fresquinho. Consta que já é coisa para ser paga com cartão.
A imagem foi rapinada daqui.
24.7.12
Expliquem-me como se fosse um atrasado mental de esquerda... ou de direita
O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresentou publicamente um livro intitulado A Crise Explicada às Crianças. Este tem a particularidade de ter "duas caras": dum lado uma capa de fundo azul com o conteúdo dirigido a - pasmem-se! - miúdos de direita, do outro uma capa vermelha dirigida a miúdos de esquerda. Lá dentro efabula-se com ilustrações dum urso gordo - o défice - e abelhas furiosas - os mercados. Imagina-se a bela moral da história, dirigida aos paizinhos semi-analfabetos e crédulos. Às crianças explicam-se os factos da vida metaforicamente, com recurso a abelhinhas, flores, ursinhos. A crise também se explica assim, pelos vistos. Às crianças do bibe vermelho, que são de esquerda e às do bibe azul, que são de direita.
Aos adultos já não é bem assim. Estes necessitam de explicações mais adequadas à sua idade, recorrendo a um imaginário mais maduro, explícito mesmo. Por isso sugiro esta publicação, com alegorias igualmente ilustradas, explicando a crise aos crescidos. Para aqueles adultos - de bibe vermelho ou azul – que ainda não perceberam bem como a hegemonia do poder financeiro anda a fecundar a cidadania e tudo o que apanha à frente. Como pronunciaria uma criancinha inocente: "metafodicamente", claro.
Post de Pedro M.
Aos adultos já não é bem assim. Estes necessitam de explicações mais adequadas à sua idade, recorrendo a um imaginário mais maduro, explícito mesmo. Por isso sugiro esta publicação, com alegorias igualmente ilustradas, explicando a crise aos crescidos. Para aqueles adultos - de bibe vermelho ou azul – que ainda não perceberam bem como a hegemonia do poder financeiro anda a fecundar a cidadania e tudo o que apanha à frente. Como pronunciaria uma criancinha inocente: "metafodicamente", claro.
Post de Pedro M.
25.6.12
Os ovos do Chagas
Banner do Chagas na mais apropriada das páginas web
Por falar em charlatães, megalómanos e ególatras, "o Mourinho da escrita", a criatura que revolucionou a técnica redactorial no seu galinheiro e está convencido de que pôr ovos é o mesmo que produzir sintagmas, continua a violentar a rede com os seus banners importunos. Da subtil "Fábrica de Inteligência", em cuja introdução nos brinda com uma analogia do processo digestivo, à apresentação dos "Raios X", rubrica que nos deixa antever uma série de coisas excepto o fim a que se destina, passando pelo "Atelier de Joalharia de Escrita", momento de porfiosa prosa (que refere um "curso gourmet", de onde "saem textos que poderiam ser expostos num museu", objectivo eminente de toda a criação textual, diria eu; lamento, no entanto, que não refira o conteúdo em fibra da dita formação, de modo a que os textos saiam mais facilmente e com boa cor), Chagas continua a marcar
pontos na vulgarização azeiteira do processo de escrita. Os seus créditos lancinantes
podem ser consultados aqui, mas aproveito para lhe traçar um rápido perfil através de títulos como Já alguma Vez Usaste o Sexo sem Necessitares de Usar o Corpo, A Guerra da Secessão: 1981 - 1985, "uma obra de cariz histórico sobre a Guerra Cívil [sic] Americana", e Os Dias na Noite, "aquela que foi a sua última obra publicada nos formatos tradicionais, com apresentações a cargo do jornalista Carlos Castro e do vocalista dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal", e, consta, com a participação especial de Topo Gigio, dois unicórnios, Fernando Rosas e ainda um showcase de Elvis (Presley) a rematar. Entre as intermináveis "obras" editadas (?), contam-se a trilogia dos "Espasmos", que aguarda um terceiro tomo, assim que o autor se recompuser do segundo; uma homenagem ao pleonasmo, intitulada Chãos Pisados; obras de carácter profético, como Só os Feios é Que São Fiéis [sic], ou Porque Ris Sabendo que Vais Morrer [sic]; e coisas cuja simples menção leva a tripa a produzir involuntariamente uma arroba de palavras, como é o caso de Envelhenescer, livro já condenado pela Associação de Foneticistas Portugueses. Noto ainda que, só em 2010, brotaram nada menos que dez (10) títulos do parlapiê do Chagas. Ou, se preferirmos, dez ovos estrelados na frigideira da língua portuguesa.
O delírio vitaminado das vacas voadoras
Sinais para detecção de
charlatães megalómanos e ególatras:
Recorre frequentemente a hipérboles?
As hipérboles que usa são
ostensivas e, muitas vezes, despropositadas?
Refere-se mais do que uma
vez a si mesmo como "especialista"?
O texto encomiátisco que claramente
redigiu sobre si próprio está escrito na 3ª pessoa?
Enfia o "ROI" algures a
martelo?
Afasta-se por momentos de um untuoso tom profissional para nos dar a notável
dimensão "do Homem"?
Menciona "resultados imediatos"?
A comunicação tem toda ela um tom de urgência a raiar o desespero?
A comunicação tem toda ela um tom de urgência a raiar o desespero?
A comunicação ostenta um
aspecto low budget, é desprovida de originalidade e arma-se ao
pingarelho modernaço, dinâmico e bem disposto, vulgo levezinho?
O indivíduo surge bem
apessoado e em pose interpelativa?
Se porventura o nosso homem produzir mensagens liminarmente indecifráveis, de teor psicadélico, estamos na presença de um charlatão megalómano, ególatra e chanfrado. E talvez por isso lhe reconheçam afinidades com o nosso
Presidente.
18.6.12
Hard copy 60
Uma ideia tão assustadora quanto o senhor protagonista (a quem, aliás, só falta uma gadanha para a graça ser um pouquinho mais tétrica). Esta adaptação para Portugal pauta-se por uma enorme inconveniência, causada inadvertidamente pelos idiotas que a aprovaram.
O plágio é a nova criatividade
"Se não podemos pôr o cavalo a correr em slowmo pômo-lo a relinchar em Auto-Tune,
mas estás à espera do quê?!..."
Numa crónica escrita há uns meses para o Jornal Económico, a propósito desta e daquela sirénica "controvérsia" na publicidade portuguesa, o estimado Eduardo Cintra Torres pondera o seguinte:
"Hoje, a cópia tornou-se viral; perdeu o forte valor negativo que ainda tinha no século XX. Estudantes copiam da Internet, jornalistas copiam dos outros media, escritores copiam livros doutrem, porque não haveriam os publicitários de se inspirar noutros conteúdos audiovisuais?
Nos dois casos referidos, o plágio ou cópia impressiona por estar tão próximo no tempo dos originais. Os anúncios da Optimus e da PT sacam ideias e materiais de conteúdos recentíssimos. Parece-me que o mundo publicitário desenvolveu um pacto de não-agressão, que permite aos "criativos" imitarem hoje porque poderão ser imitados amanhã. O número de ideias novas é finito, pelo que a publicidade aceita como regra do jogo entrar numa espiral sem fim de "tu copias-me, eu copio-te", sem originar, como no final do século XX, ofensas de publicitários com casos gritantes de plágio ou imitação. Tal como se copiam materialmente filmes e músicas para o computador, com três cliques no teclado, copiam-se anúncios ou vídeoclips em recriações mais ou menos plagiadas sem que o plagiado mexa um dedo. A sociedade hipermediatizada resolveu assim, pois, a espiral do plágio: banalizou-o, naturalizou-o e inocentou-o informalmente.
O espaço público na Internet não deixa escapar o crescente assalto intertextual; o mesmo aconteceu agora. Descobrir referências intertextuais é sempre um prazer, mesmo quando resultam de cópias ou plágios e não de meras inspirações. Mas, ao contrário do que sucedeu em casos anteriores, desta feita os internautas foram muito lenientes com os publicitários da PT. Julgo que o motivo é este: o anúncio da PT é visualmente espectacular e a canção "Sail" (navegar, mesmo a calhar), de Awolnation, encaixa como uma luva."
O que Cintra Torres diz é desconcertante. Por um lado evidencia o que se tornou prática quotidiana e escancarada no universo criativo. Por outro, sublinha o sentido de timing como único aspecto discutível, terminando a fazer o que me parece a apologia do plágio, baseada no preceito da boa execução. Simplesmente, e dado o flagrante aproveitamento da ideia, tom e maneira da peça que o precedeu, o anúncio em causa está no limiar do roubo, a léguas do espírito de recriação ou reaproveitamento defendido por muitos criadores ao longo de gerações, como é o caso ilustre de Mark Twain. Com base nestes pressupostos perniciosos (e convenientes?), deixaria de existir propriedade intelectual e o aforismo de Edison veria retorcida a sua lógica para "criatividade é 1% transpiração e 99% inspiração (no esforço alheio)". O trabalho criativo era para Edison, e, quero crer, é-o ainda para a maioria das pessoas que lida com ideias como modo de vida, duro e honesto. Se o mérito no processo de concepção, desenvolvimento e implementação de uma ideia (que é, já o sabemos, compósita por definição) for substituído pelo elogio da execução técnica feito por foristas virtuais amantes "da boa fotografia", qualquer Zé Careta com ideias próprias, um módico de competência e boas notas a História pode reescrever um romance de Mário de Carvalho. A editora atavia-o com uma capa dura e acetinada, desenhada por alguém que gosta especialmente do labor de, digamos, Ana Boavida e João Bicker, e teremos facilmente uma obra de grande fulgor artístico. Como se a criatividade se tivesse transformado num grande irmão da reciclagem discricionária, onde a marca de alguém é prerrogativa de todos, a pilhagem ascende a método e o estardalhaço imediato se converte em único objectivo. Faz sentido.
(Uma perspectiva pedagógica sobre o assunto, aqui.)
(Uma perspectiva pedagógica sobre o assunto, aqui.)
12.6.12
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