13.11.09

A felicidade interrompida do casal num dia aziago de Outono


Quando menos se espera, os sobressaltos acontecem. E são piores do que quando têm aviso!

Um filme emocionante, recheado de intriga, paixão e… horror!

O mito, o susto, as deixas memoráveis, num clássico que teima em ser esquecido!

Por aí.

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Audição sasonal




The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got the Blues

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À Sónia, que tanto sonha



There's no lies in this world we call sleep.
(Sia, "Soon We'll Be Found")

Obrigado por tudo.
Ilustração: Cindy Revell

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Diários de uma ruptura - IV

Sexta-feira












These early days.

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Diários de uma ruptura - III

Quinta-feira

Não tenho pensamentos esclarecedores, nem consigo dizer coisas ilustradas. Pensei que fosse capaz, que me desse para verbalizar algo nunca antes percebido. Mas não. Adensa-se o mistério sobre “esta coisa que são as relações humanas”. Ajudava se fosse susceptível à psicologia de pechisbeque e encontrasse a luz nos livros de auto-ajuda. Mas não. Sou susceptível às emoções, de uma forma invulgarmente crua. O meu irmão esteve comigo e voltou para Barcelona. Foi um momento triste contente, onde a minha fraqueza perante as suas fraquezas se dissipou ao constatar, uma vez mais, que ele é o mais íntegro e, sobretudo, o mais generoso de nós todos. Talvez o único que escapou a uma linhagem de fracassos e fracassados emocionais. E o único que não atiça quezílias alimentadas pela intolerância, pela impaciência e pela presunção, que não se atrofia num egoísmo embalado pelo passar dos anos, que não mantém a peida aquecida com ideias pré-concebidas, tão confortáveis quanto caducas, e que não se entretém a julgar o comportamento dos outros. Sempre dos outros. Se não se libertasse de desculpas e neuroses, seria mais do mesmo. Mas ei-lo que marca uma diferença esperável, desejada, lógica, dizem-me. Mas que por aqui não pára. O Pedro é uma pessoa autêntica e solidária, cuja presença sempre me marcou e cuja ausência me marcará ainda mais. Por tudo isto e por muito, muito mais, a quem faz de conta que não se revê neste panorama: tomai e comei.

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11.11.09

Diários de uma ruptura - II

Quarta-feira

No fundo sabemos que tudo vai acabar por correr bem, tudo se resolve. Mas o que nos ocupa a mente e aperta o estômago é a pequena eventualidade de tudo correr mal. Hoje houve um sinal de que as coisas iriam melhorar, e mesmo que seja uma promessa incumprida, só o facto de sentir que o mundo se move é razão para rasgar um abraço de gratidão. Ao ar, ao colega do lado, à fortuna matreira. É realmente imperceptível o laço que estabelecemos com quem ocupa os nossos dias sem nunca ser elevado à condição de “amigo”. Olho para toda a gente de forma diferente. Com compaixão e agradecimento. Bom, não para toda a gente. Estou deprimido, não fiquei estúpido. Aqui se definem prioridades e se espanta a frieza de próximos que não o são e que estão demasiado emaranhados na auto-importância dos seus dias. Pois deixem-me que vos diga: não vale nada. Quando a vida é crua, não vos vale de nada, podem bem enrolar-se a um canto e esperar que o frio passe e que o estômago se desentrelace. Um dia a anestesia perde o efeito. E então? Não vão querer um regaço, um conselho, o conforto de quem sabe que a dor se vai embora? Porque o vosso sangue de barata não vos vai aquecer.

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10.11.09

Diários de uma ruptura - I



Segunda-feira

Todos os caminhos vão dar aos pais e foi deles que falámos, antes de conseguirmos comer. O que fizeram, o que não deveriam ter feito… Comunhamos de uma grande incredulidade face ao que vivemos e de uma luta interior pela aceitação do que não parece aceitável. É inevitável esta sombra estender-se ao dia-a-dia. É inevitável pesar no olhar. Por isso, olha, não sei se poderia ter sido melhor. Se calhar não podia. Não há respostas nem remédios e as merdas são como são e as pessoas são o que fizeram delas. Comemos e conversámos um pouco mais, nestes dias tento hierarquizar as ideias por ordem de relevância, é difícil, mas ela tem-me ajudado. Dormir e comer parece-me relevante. Não quero ceder a sentimentos esquemáticos. É-me fácil sentir o pior e é-me difícil legitimar memórias. As memórias vão nos caixotes, com a mudança, para onde a urgência for, e depois ficam por lá a um canto até perceber se um dia fazem parte de mim. Não me interessa isso agora. E não acho que mereças sentimentos esquemáticos, nem os bons nem os maus. Congratulo-me com a força gravitacional que exerces e que eu sempre salientei. Com o apoio que isso te trará na reapropriação do “eu”. Comemos, eu mais por simpatia, depois de cozinhar com gosto terapêutico. Queria dormir. Não queria ter visto o
Tarnation naquela noite. Mas vimo-lo os dois sem conseguir perceber muito bem o que nos estava a acontecer. Acabou e fujimos para a cama. Falamos e isso é bom para mim. Distrai-me da indiferença, minha e dos outros, à volta de coisas simples. O travo amargo está sempre lá, mas enquanto for assunto de conversa significa que não estou sozinho. E que não se torna venenoso.

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5.11.09

Só assim











Fuck me if I know anything anymore.

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Ziguezague

A vida é surpreendentemente flexível.

Costuma ser exactamente aquilo que nós fazemos para que não seja. Quando é o que queremos revela um péssimo sentido de oportunidade, desdobrando-se noutras vidas às quais prestamos mais atenção. E quando achamos que lhe pusemos freio, quando achamos que a reduzimos ao essencial, é vingativa, encolhe e foge. Porque sobre ela ninguém tem mão, só opiniões de relevância desertora.
A vida é surpreendentemente flexível. E nós a galope nela.
Ilustração: Luke Chueh

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3.11.09

Somos todos iguais nessa noite


"Somos todos iguais nessa noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo"

(Ivan Lins)

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2.11.09

Os passos atrás



Foto: Gianni Berengo Gardin

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30.10.09

In the words of the great poet



Inspiração para o fim-de-semana, e para todas as ocasiões em que se justifique. Glad to share.

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