17.10.11

Acende aí o incenso, ó Zénite


Não será de propósito que mantenho em stand by indefinido uma formação na arte de meditar, mas os boletins informativos do centro onde pretendo fazê-la não tem contribuído muito para me dar alento. Entre títulos tão sugestivos (e confusos) como "Concerto Para O Amanhecer - Maravilhoso! Cada pássaro.....", onde, para ganhar expressividade, as reticências levam dois pontos adicionais, palavras de encorajamento do calibre de "(...) e que um dia venham a entender a linguajem dos pássaros" - pronunciar lingua[rr]em, à espanhola, para evocar o chilrrear - e textos como o que a seguir apresento, fico com receio de que a meditação cause danos no córtex frontal ou, no mínimo, estados de confusão profunda. Existirá por aqui alguma alusão velada à plutocracia e um incitamento à revolução; ou, pelo contrário, à resistência submissa, mas sem a parte da resistência; ou será uma legitimação mística da ganância e se amares o próximo geras amor e se amares banqueiros violentos ainda mais, porque geras dinheiro a prazo, com algum sacrifício pessoal?... Chiça, não são só os tibetanos que ficam com a língua de fora.

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