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4.3.13

O Brutalismo jugoslavo





















Nos anos 60 70 foram construídos na antiga Jugoslávia milhares de monumentos em memória dos combatentes na II Grande Guerra, designados Spomeniks. Se nos anos 80 estas esculturas abstractas e monumentais, construídas com cimento ou pedra, muitas delas vidradas ou revestidas a metal, ainda atraíam visitantes ao Bloco de Leste, hoje em dia estão votadas ao abandono e em diferentes estados de desagregação. O fotógrafo belga Jan Kempenaers mergulhou nos balcãs para documentar estas sombras angulosas do passado, guardiãs de um simbolismo repudiado. O trabalho chama-se Spomenik: The End of History e é possível encontrá-lo aqui, por exemplo.

1.2.13

O Brutalismo soviético



























Frédéric Chaubin, fotógrafo e editor da revista francesa Citizen K, reuniu, de 2003 a 2010, um acervo documental de edifícios construídos na antiga União Soviética, que abrange desde ministérios a faculdades, de embaixadas (a Embaixada Soviética em Cuba) a memoriais - vários deles entretanto demolidos. Estes colossos erigidos nas décadas de 70 e 80 inscrevem-se numa estética que os entendidos genericamente classificam de Brutalismo, e que o próprio autor designa por "4ª Idade" da arquitectura soviética, entre 1970 a 1991, prenunciando o colapso do sistema. De facto, muitas das fotografias foram captadas nas "zonas periféricas" do regime, concretamente em 14 das suas antigas repúblicas. O resultado deste trabalho, exposto em diversos países e compilado em livro pela Taschen, revela a esquizofrenia latente no Bloco de Leste, onde a "monotonia sóbria" começa a ganhar as formas de um totalitarismo delirante, desconstruindo e retorcendo os seus monolitos até produzir manifestos desesperados de um futuro que se precipita no vazio. E é o monumentalismo emergido de uma melancolia desesperada e sem regras que confere um fascínio sem tempo a estes edifícios.

23.3.10

Hansel sem Gretel












Esta proto-casa assinada pelo atelier australiano Casey Brown, com 3x3 metros, daria muito jeito para umas escapadelas terapêuticas, de preferência a sós (com tais dimensões talvez fosse o mais aconselhável). Onde, não faço ideia, mas seria ideal se pudesse andar a reboque.

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