25.9.07

Para o Rogério: à esquerda e sempre em frente



Ou o MEC toma uma medicação bestial, ou fez um brilharete em demagogia contracorrente ou, pura e simplesmente, gostou. Em todo o caso, no que à ideologia diz respeito, a diferença está toda no defender com unhas e dentes (e foices e martelos) os anacronismos e as contradições, agarrar-se a um mundo acreditado, talvez pleno de utopias mal resolvidas e de realizações apenas bem-intencionadas, mas crível e, ofenda a quem ofender, melhor. Para cada indivíduo que tenha norteado assim a sua vida, resistir às iniquidades que o tempo arrasta consigo é a maior conquista, mesmo que na persistente exteriorização solidária se esconda o egoísmo último de salvaguardar a sua identidade e, até, a sua solidão. Para quem não entende este nosso mundo, como eu, isso é notável. Eu pouco fiz para o aceitar e tentar partilhá-lo da melhor forma. É a deles, não comungo da doutrina mas respeito a dedicação. Talvez porque convivi, em conflito, com ela. E talvez isso tenha feito uma grande diferença. Quanto à Festa, é a experiência de cada um, como se vê, sente e vive, e de que lado. Tenho pena que não desconstruas o texto, mas talvez um dia me possas explicar o que não é verdade. Eu não sei. Nunca fui. Mas coloquei este texto aqui para que o meu pai possa e queira acreditar que aquele microcosmos reflecte bem uma realidade pela qual sempre lutou. Por discutível que isto seja, ele conquistou o direito à sua verdade.

1 comentário:

Rogério Nuno Costa disse...

um dia explico-te tudo direitinho. é por demais rocambolesco. e há muitos requintes de malvadez e doutros tipos à mistura...

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