23.12.09

2010


Haja um zeppelin disponível para algumas evasões, no meio do blitz económico e moral que se abateu sobre nós. Aos que não têm motor, desejo ventos de feição.

Ilustração: Fabiano Gummo

It's that lovely time of year again

13.11.09

Audição sasonal




The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got the Blues

À Sónia, que tanto sonha



There's no lies in this world we call sleep.
(Sia, "Soon We'll Be Found")

Obrigado por tudo.
Ilustração: Cindy Revell

As certezas nos dias incertos - I

Sexta-feira










5.11.09

Ziguezague

A vida é surpreendentemente flexível.

Costuma ser exactamente aquilo que nós fazemos para que não seja. Quando é o que queremos revela um péssimo sentido de oportunidade, desdobrando-se noutras vidas às quais prestamos mais atenção. E quando achamos que lhe pusemos freio, quando achamos que a reduzimos ao essencial, é vingativa, encolhe e foge. Porque sobre ela ninguém tem mão, só opiniões de relevância desertora.
A vida é surpreendentemente flexível. E nós a galope nela.
Ilustração: Luke Chueh

3.11.09

Somos todos iguais nessa noite


"Somos todos iguais nessa noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo"

(Ivan Lins)

2.11.09

Os passos atrás



Foto: Gianni Berengo Gardin

30.10.09

In the words of the great poet



Inspiração para o fim-de-semana, e para todas as ocasiões em que se justifique. Glad to share.

26.10.09

O nosso veneno é verde, verde...

Vasco Pulido Valente já foi aqui referido mais do que uma vez, tanto a propósito da personalidade quezilenta quanto da oportunidade da sua escrita. Mas as suas capacidades analítica e sintética são toldadas pelo espírito arruaceiro e por um ódio atávico a todas as coisas vermelhas (zeze-zeze-zeze) e proletárias, com base nesse firme argumento de que, por trás de um escritor de esquerda não academicista está sempre um vil, porém insignificante, agitador. Arruaceiro erudito, entenda-se, molhando a pena na vinagreira das suas convicções e expelindo-as com a mesma veemência de um refluxo gastroesofágico. Entre todos os intelectuais de direita, Pulido ganha a palma do ressaibo: não é protagonista político, nem autor reconhecido, nem líder de opinião. Houvera capacidade física para o ouvir nas jornaladas da Moura Guedes e até se podia ter retido qualquer coisa, mas com um timbre de enceradora e a fluidez articulatória de uma moreia, só restou a Vasco refugiar-se naquilo que faz melhor: a crónica caceteira. Isto a propósito do seu espaço habitual no Público, às 6ªs feiras, onde (na peça de 23/10), a pretexto de desvalorizar as declarações de José Saramago e de criticar uma nação que se dedica a explorar fogosamente todas as irrelevâncias a que deita mão, arrepanha as entranhas com todo o rancor e veneno que dedica ao autor em causa, à esquerda, ao PREC, ao Nobel e até, possivelmente, a alunos do politécnico (especialmente de marcenaria) que cometam a ousadia de vir a escrever romances. Premiados. Vasco… és o maior.

25.10.09

Em sonhos


A última vez em que me senti realmente vivo.

Escrever para o boneco



Foto de Carolyn Geason

23.10.09

Embrulhada








"Trabalhar com estes gajos é como trabalhar com alguém que, ao ver um canguru pela primeira vez, pensa que é o demónio."

22.10.09

Leitura recomendada

Nesta selva não há leis


É sabido que o Carga de Trabalhos se transformou na lata do lixo da Comunicação em Portugal. Genericamente falando, as ofertas de trabalho, chamemos-lhe assim, variam entre catrefadas de estágios não remunerados, numa investida sem precedentes de sôfrega exploração laboral, exigindo uma overdose de habilitações para um sem número de funções, visando um mais que certo degredo profissional; recrutamento de figuras de ficção que dão todo um novo e psicadélico sentido a multitasking – "procura-se designer e médico" é apenas o início; e postos de designação imprecisa, normalmente em inglês, com funções pitorescas e objectivos indecifráveis. Mas a coisa atinge um outro nível de incredulidade e baixeza com o anúncio ali plantado pela draftfcb Portugal, que anuncia estar a recrutar criativos no Brasil, num processo "orientado" por Edson Athayde. Um anúncio dirigido, imagino, às legiões de brasileiros que recorrem a essa bíblia dos bons empregos à procura de uma oportunidade neste abençoado país, e que exclui, acintosamente, qualquer brasileiro imigrado e, claro está, numerosos bons profissionais portugueses, desempregados ou em situação precária. Uma repuxada escarreta na cara de um mercado que está como está, num país que é o que é e numa área da Comunicação (a publicidade) onde se entra pelo alçapão das traseiras vigiado por figuras dúbias. Estes espécimes contraem gonorreia mental na troca das suas ideias iluminadas e depois dá nisto. Quando pensávamos que depois do presente da brasileira Duda ao Pingo Doce e ao país – esse piquenicão de campanha que fez estremecer as fundações do ridículo – teria início uma revolta positiva, eis que isso é apenas um indício do iminente apocalipse. Uma coisa que o Tio Olavo não disse a Edson, enquanto o sodomizava, é que não é bonito fazer o mesmo a quem o acolhe e lhe dá oportunidades. A fama que por cá granjeou dizimou, pelos vistos, a réstia de consciência que por ali andava.

Ilustração de Tiago Albuquerque

21.10.09

Finalmente



Isto está a ficar fresco.

20.10.09

Isto & Aquilo



What gets you through a hard day's work?

The Cinematic Orchestra,
Ma Fleur (2007)

Vestidas para matar



Antes, irmãs, hoje, adversárias. Freiras que sentiram o chamamento da arena. Notáveis e aguerridas demonstrações públicas de fé. Não há reza que lhes valha. A devoção paga-se em sangue. A não perder.

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