9.2.09

Soluções para a crise 7


Bebe muita água. Sem gás.

Soluções para a crise 6













Reza a um santo incompleto.

Soluções para a crise 5




















Come bolos sem creme.

Soluções para a crise 4


Dá apenas um nome próprio às tuas crianças.

6.2.09

Ressaca

Mais um fim-de-semana, mais uma hipótese de largar o vício.

Once upon a time in America



A minha amiga Ana B. enviou-me este anúncio profético, datado de 1984. Não fui averiguar a autenticidade, mas a realidade é quase sempre mais estranha do que a ficção, por isso... E de resto não haveria assim tantos argumentos disponíveis para publicitar um empreendimento que se destacava... pela altura. Sorri ao recebê-lo, pela amarga ironia, mas não consigo rir-me das piadas que hoje commumente se fazem à custa das Torres Gémeas. Não consigo esse distanciamento, que considero irresponsável, mas consigo entendê-lo. Só que me lembro muito bem de ver as pessoas a saltarem pelas janelas, naquele fatídico dia. Estava em casa do meu irmão Pedro, lembro-me de o chão me ter fugido e de o meu cérebro ter bloqueado, incapaz de processar o que estava a acontecer. Entrei numa depressão ainda mais intangível do que é habitual. Não evito sorrir, mas não consigo esquecer.

Soluções para a crise 3










Começa por te afastares de todas as pessoas que são uma fraude.

As minhas aventuras nas PF – Parte 1: A reclamação

Hesitei bastante antes de escrever um post sobre este assunto, mas, vistas bem as coisas, há cada vez menos formas de dar largas à nossa indignação. Há cada vez mais tendência para engolir a indignação e ficar com azia. Exibir publicamente as nossas mágoas é ainda mais improdutivo do que fazê-lo em privado, mas neste caso pode ser que dar a conhecer mais uma faceta das Produções Fictícias, esse tugúrio do humor nacional, evite que alguém vá (ou ande) ao engano.

Tudo começou com um workshop de “Escrita de Humor” pautado pela indefinição de propósitos e de objectivos... Bom, espera, aquilo custou 750 balas. Ora aí está um bom objectivo. Também não houve formadores. O que houve, duas excepções à parte, foi malta com uma auto-estima inflacionada e uma vaga noção do que estava ali a fazer. Mas adiante. Muitos meses depois, aguardávamos nós, cinco bravas criaturas que levaram a penitência até ao fim, um certificado prometido desde o início do curso. Como é natural, como deve ser. Uma papeleta com o crivo da chafarica a confirmar que lá estivemos, que a coisa se deu de forma efectiva entre os prestadores de serviço e a clientela, satisfeita ou não. Mas não. Nada. Um pouco como os recibos que tardavam e tardavam em chegar, ou como as aulas que eram anuladas e não remarcadas, mas em pior. Houve várias tentativas por parte dos interessados, que chocavam invariavelmente contra uma parede de ineficácia e de má vontade, de seu nome fictício, digamos, Fátima. Esta senhora arranjou todo o tipo de desculpas para não nos enviar a coisa, até ao dia em que, simplesmente, já nem se dava ao trabalho de as arranjar. Era simplesmente desagradável. Merece um simples certificado a importância que lhes estávamos a dar? Merece, porque não era um simples certificado. Não é um diploma de participação na conferência “A Fricatização das Oclusivas Sonoras em Português”, na Universidade Aberta. É uma coisa que pode ser pedida ou voluntariamente entregue numa candidatura de emprego. Emprego, malta fixe, aquela coisa que é precisa para se sobreviver, conhecem?
Eu até preferia ter aprendido qualquer coisa realmente significativa, mas nos dias que correm o marketing é tudo, como vós bem sabeis.

E vai daí que me meto ao barulho, dirigindo um mail às pessoas que deveriam e poderiam fazer qualquer coisa lá a partir do seu recantozinho alcochoado.

Subject: Requerimento de 25 linhas
Wednesday, January 7, 2009 3:44 PM

Bom dia.

Meses e meses passados sobre a nossa (onerosa) participação num workshop por vós leccionado, aguardamos ainda, e quiçá em vão, um certificado que nos foi prometido desde o início do mesmo. Depois de inúmeras tentativas de obtenção do dito, por parte de diversos dos discentes – recebidos com respostas tão esclarecedoras quanto “dê-me a sua morada”, “ninguém mais se queixou” e “houve um problema na emissão” –, perguntamo-nos se a secretaria das PF ainda está à espera da revolução tecnológica, se os cartuxos de tinta estão fora do vosso orçamento ou ainda se, pura e simplesmente, não têm qualquer registo de quem paga e frequenta as vossas formações.
Graças à incansável diligência de uma vossa colaboradora, Fátima de seu nome, os documentos devidos, legítimos e exigíveis, pairam algures num limbo de “problemas”, enquanto nós esperamos um milagre: o da competência.

Com os melhores cumprimentos, na eminência de uma provável deslocação colectiva às PF.

Being April Wheeler

5.2.09

Promessas ao virar da esquina



April espera muito da vida. Mas não tem convicções verdadeiras, apenas impressões vagas do que a felicidade deverá ser. April quer superar-se, mas não se encontra nem consegue andar pelos seus próprios pés. Projecta no marido um mundo de possibilidades que se revelam cruelmente vãs. Uma e outra e outra vez. April sufoca no lugar que lhe coube. Percebe que a vida é mais forte que ela. April não verga nem muda. Não tem forças para entrar no mundo e não aceita ficar de fora. April esperou demasiado para aquilo que podia retribuir.

Dos vários filmes que vi com a neurose da América suburbana por tema, há um que me ficou na memória pela secura com que abordava a dissolução do amor-próprio, o esvaziamento relacional e a ausência de valores: The Ice Storm, de Ang Lee. E agora, um outro que não esquecerei facilmente: Revolutionary Road, de Sam Mendes, adaptação da obra homónima de Richard Yates. Um filme directo e cortante, onde não há heróis nem vilões, não há indivíduos memoráveis ou actos redentores, de onde não se retira nenhuma moral conveniente. Não há sequer uma grande história para contar. Há apenas isolamento e incomunicabilidade que se espalham progressivamente como um grande, grande espectro cinzento (pior, beige) sobre todas as acções, ilusões e repetidos fracassos. Há o rosto transparente, penoso, de Kate Winslet.

Revolutionary Road é um understatement de Mendes. Não é um grande filme porque aqui não cabe um grande filme. Cabe um retrato cru da banalidade opressiva, de um certo mundo e de um certo tempo. Já é altura de os senhores doutores críticos do Ípsilon, do alto da sua caganeira opiniosa, repensarem a expressão do seu talento e da sua utilidade, que são nenhuns, e deixarem de dizer coisas como “Sam Mendes, um realizador sobrevalorizado”, que fez umas coisitas engraçadas, assim só por acaso, como American Beauty. Se gostas de cinema e tens uma vaga noção do que dizes, devias era já fumigar esse cérebro, que está cheio de bicho.

4.2.09

3.2.09

Carpe diem interruptus

O homem derrotado



À partida não esperava mais do que um fait divers político, de interesse estritamente americano, sobre um inglês cabotino que levava a melhor, no terreno da lábia ágil, sobre essa túrgida figura que era Richard Nixon. Mas Frost/Nixon é bem mais do que isso, é um estudo interessante sobre duas psiques opostas e argutas inteligências, uma instintiva, outra desmesuradamente racional, que travam um combate improvável pela supremacia: estratégica, moral e intelectual. Desta disputa, filmada com inesperados recursos por Ron Howard, haveria de resultar um episódio determinante para a conclusão da saga Watergate e um empurrão superlativo na carreira de David Frost. Apesar de o desfecho ser conhecido, Howard e o argumentista Peter Morgan conseguem manter-nos interessados em todo o processo que a ele conduz, bem como nas idiossincrasias das personagens, que Frank Langella e Michael Sheen transformam em manifestos de representação. O realizador evita que as raízes teatrais do objecto se tornem óbvias, fazendo uso dinâmico de uma rigorosa reconstituição histórica e distribuindo oportunamente momentos de tensão. Graças a uma conjugação bem conseguida de mecanismos dramáticos, que incluem a perspectiva de terceiros, Frost e Nixon ganham uma densidade invulgar e a questão da “vitória” merece ser reequacionada. Quanto a mim, Nixon era como a pescada: antes de o ser já o era. Derrotado, por si próprio.

Soluções para a crise

Um quid pro quo dramático



De um confetti estival saltámos para um filme que, apesar de engajado, consegue ser quase tão risonho quanto a personagem que lhe dá nome. Milk é um retrato social que tardava, em formato mainstream, da luta pelos direitos civis dos homossexuais nos E.U.A. Concretamente, sobre o período em que essa reivindicação ganhou contornos mais viscerais e se traduziu em algumas vitórias formais. O carisma e a determinação de Harvey Milk foram um dos principais motores da mudança, e são transmitidos fielmente pela interpretação empenhada de Sean Penn. O excelente argumento de Dustin Lance Black e a câmara escrupulosa de Gus Van Sant focam-se nas circunstâncias que propiciaram uma progressiva mudança de mentalidades; na “audácia da esperança”, para parafrasear outro paladino. Sem demagogia nem um tom de vitimização, Milk traduz os sentimentos por vezes confundidos de raiva e entusiasmo que um choque sócio-cultural desperta, ajudado pela notável densidade psicológica que os seus actores emprestam às personagens (e aqui cabe destacar a difícil e muito bem conseguida composição de Josh Brolin). O destino trágico da personagem principal não obsta a que Milk seja um filme optimista, para além de humanista e caloroso. Possivelmente o melhor de Van Sant até à data.

Vicky Cristina Whatever



Os últimos dias foram pródigos em idas ao cinema, porque o tempo não permite outras veleidades e porque agora sim, aleluia, começam a estrear coisas dignas de se ver. A primeira investida, embora relutante, foi a Vicky Cristina Barcelona, e confirmaram-se as reticências. Se é certo que a coisa é escorreita e inofensiva, mais certo é que a sua intranscendência torna a decadência de Woody Allen bem evidente. Onde outrora personagens e relacionamentos complexos ditavam a acção, agora encontramos figuras em papel machê e diversos elementos decorativos a substituí-la. E não é Penélope Cruz, presença poderosa a devorar cenário com uma personagem inexistente, que redime Vicky Cristina Barcelona. A falta de convicção, a pressa e a incoerência na escrita são marcas ou de cansaço ou de uma vontade serôdia de ser “moderno”, coisa que se traduziu, neste caso, em generosos resultados de bilheteira. É o Woody Allen palatável dos anos 2000, sem ironia nem neurose (excepto, possivelmente, a da renda).

2.2.09

Revolutionary Road

"You should value what you do, Frank. You're obviously
quite good at it."

April Wheeler (Kate Winslet), Revolutionary Road, de Sam Mendes.

29.1.09

Pare, escute e olhe



Stop motion no seu melhor, este vídeo do dramaturgo e compositor israelita Oren Lavi. A actriz é bem bonita, e a música também.

27.1.09

Giro giro era a tapar a buracada



... Ou nas telas de obra, ficava a cidade toda azul, ou no lugar da Colecção Berardo, ou a cobrir o Marquês, para que não esteja condenado a ver aquilo em que Lisboa se tornou.

Porque sim



Chris Garneau - Baby's Romance

Ito, não sei porquê esta música faz-me lembrar de ti. E pensei que gostarias dela. À laia pessoal e intransmissível, neste espaço público suficientemente privado. Que de resto é meu e dele faço o que quiser. Ouve alto e com os olhos fechados.

26.1.09

Suburban sexy 4

There's no marketing like show marketing



Os prémios de cinema são cada vez mais um folclore para o qual se tem de olhar com complacência, e os Oscars só vêm reafirmar a tendência desbaratinadora. O discurso de Meryl Streep ao aceitar o prémio do Screen Actors’ Guild por Doubt – “There’s no such thing as the best actress” –, onde goza consigo própria, é uma sugestão interessante de como os homenageados deveriam encarar estas pancadinhas nas costas da indústria. Não sei se é por ter a cátedra de prémios, nomeações e derrotas, mas a verdade é que a espontaneidade e relativa ligeireza com que Streep encara os epítetos e louvores são a prova de que os verdadeiros actores se comprazem com o trabalho que lhes é dado e não com o lado circense da profissão. Para Kate Winslet, trabalhadora das mais genuínas que é possível encontrar, não deve ser muito racional estar a aceitar galardões de “Melhor Actriz Secundária” por The Reader, um filme onde é a protagonista. Isto porque as manobras publicitárias dos estúdios – a mesma Streep dizia há pouco tempo que os Oscars são entregues a quem tem a melhor campanha, e não a quem é mais merecedor – obrigam a que não haja concorrência na mesma categoria, e Winslet já estava a ser empurrada pela DreamWorks como “Melhor Actriz” por Revolutionary Road. Ganhou o Globo de Ouro mas esta interpretação foi esquecida pela Academia, que passou ao lado do protocolo comercial e a nomeou na categoria principal por... The Reader. Philip Seymour Hoffman, que é tão protagonista de Doubt quanto Streep, aparece citado em todo o lado, Oscars inclusive, como “Melhor Actor Secundário”, porque a Miramax achou que as nomeações de “Melhor Actor” já estavam preenchidas. Marketing: 1 / Lógica: 0. A omnipresente – e é um eufemismo – Angelina Jolie, uma máquina promocional por si mesma, surge nomeada para o Oscar de "Melhor Actriz" por Changeling. É discutível, mas quanto a mim uma interpretação entorpecida num filme enfadonho. De fora, um dos casos em que as campanhas realmente servem talentos escondidos: Sally Hawkins, por Happy-Go-Lucky, vencedora do Globo de “Melhor Actriz em Comédia/Musical”, para quem raio achou que aquilo era uma comédia, pois lembro-me até de sair do cinema com um apertozinho no coração. Um desempenho à beira do ataque de nervos (do espectador), numa personagem tão exasperante e difícil de compor que deveria receber o Oscar só por tê-la aceite. Mas será que esta malta votadeira vê realmente os filmes que acha tão merecedores? Começo a duvidar.

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SAG Awards: Meryl Streep leaves no "Doubt"
who gave the best acceptance speech

January 26, 2009 by
Saul Relative

11 Time Nominee wins her first Outstanding Female Actor SAG Award for Motion Pictures

Meryl Streep's look of complete shock that was quickly supplanted by overwhelming joy was so infectious that the clamped lips of Kate Winslet even came unglued for a warm smile by the time Streep finished her acceptance speech.

Looking like a holy-roller running for the altar, Meryl Streep, hands held high in the air, ran up to the podium to accept the Outstanding Performance for a Female Actor in a Leading Role award. Nominated for her portrayal of Sister Aloysius in "Doubt," Streep was up against inestimable Kate Winslet, who had already won the Outstanding Performance for a Female Actor in a Supporting Role award for "The Reader" (and who had swept the Golden Globe Awards in both comparable categories just two weeks ago), Angelina Jolie for "Changeling," Anne Hathawary for "Rachel Getting Married," and Melissa Leo for "Frozen River." Winslet was up for the award for her performance in "Revolutionary Road." Given that talent and her winless record in film nominations, it is not too difficult to believe that Meryl Streep actually believed she would watch number eight be given to someone else.

But it was not.

Ralph Fiennes presented the nominees and award. Streep was so ecstatic, she kissed him firmly on the mouth, which no doubt took him somewhat aback.

After rearranging her blouse with exaggerated ceremony, the actress thanked everyone, then admitted, "Well, I didn't even buy a dress." To prove it, she stepped out from behind the podium so everyone could see that she was clothed in a loose-fitting black pant suit.

She went on, "I'm really, really, really shocked! And even though awards mean nothing to me anymore..." The obviousness of the lie was perfect. As the star-heavy crowd roared, laughed, and clapped its approval, Streep took a couple seconds to draw a breath. "... I'm really happy," she finished.

After thanking several people and agencies, Meryl Streep turned to the women in the audience. "Can I just say, there is no such thing as the best actress. You know, there is no such thing as the greatest living actress. I am in a position where I have secret information... you know, that I know this to be true." The audience laughed at this bit of self-deprecation (Streep has been nominated for dozens of Best Actress awards over the years) before she became serious.

"I am so in awe of the work of the women this year," she said. "Nominated, not nominated. So proud of us girls. And everybody wins, when we get parts like this."

Meryl Streep's acceptance speech was a work of art and a testament to the class of a woman whose body of work is dauntingly great. From "The Deerhunter" to "Doubt," Meryl Streep has entertained in award-nominated and award-winning performances for most of her entire career. There is little doubt that she truly is the one of the best of Hollywood's leading ladies, her protestations aside, but she shares her mantle generously.

And with far better decorum than most. No one will ever forget Sally Field moment of blatant insecurity when, upon receiving her second Academy Award for Best Actress, she told the audience, "You like me. You really like me." But there was none of that at this year's SAG Awards, not even from the talented Ms. Field, who won Outstanding Actress for her television role on the ABC drama "Brothers and Sisters."

Meryl Streep exited the stage with a "I really appreciate this."

No acting required there. The audience could tell.

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Suburban sexy 3

Brincadeiras perigosas


Este site tem coisas com piada, mas requer algum tempo para explorar. Também permite fazer pequenos filmes, como este, num sistema muito linear, tipo versão simplificada do Movie Maker. Uma coisa é certa, depois de por cá andar e de brincar com a iconografia americana, é limpinho que o meu endereço de email vai passar a ter um destaque a negrito na base de dados da CIA, "file under Potential 3rd World Offenders".

15 minutos de fama

Para a Sofia, que defende hoje a sua tese de mestrado. (E como é que alguém defende uma tese em 15 minutos?...)

Suburban sexy 2

19.1.09

Depois não se queixem










Desde quando é que "confio cegamente" tem uma conotação positiva?

Fome de quê?



Hunger é uma obra exigente. Demasiado exigente para seu próprio bem, porque, ao optar por uma narrativa fechada, pode alienar espectadores que, como eu, esperam mais contexto e mais informação. Não é um filme biográfico e tão-pouco um documento pró ou contra qualquer coisa. A quase ausência de diálogos (exceptue-se um momento chave onde o realizador consegue ancorar a mensagem, ainda que através de um mecanismo pesadamente formal), a sua sensibilidade muito própria e uma crueza por vezes demasiado literal transformam-no numa observação estética, desviando-o de um “propósito” fílmico convencionado. Mas é uma observação pertinente e intensa, que foca, sem escrutinar, os contornos da irracionalidade humana alimentada por verdades inexistentes.
Hunger é de uma exigência incómoda, que não deixará ninguém indiferente, mas é quase um dever ser confrontado com o seu olhar.

Partido Social do Demónio





Depois de muito matutar fui ao Dicionário Infernal, de Collin de Plancy, e tirei as dúvidas: Manuela Ferreira Leite é o tinhoso.

Somewhere out there (is a crane)

18.1.09

Eu só quero chocolate, só quero chocolate





Era uma simples tablete, e no entanto...
O marketing pode ser estranha e voluntariamente dissuasor.

Para acabar de vez com a cultura



Têm. Têm um neologismo incompatível com a morfologia do português.

Et pour cause



A cortesia é cansativa e raramente vale a pena.

15.1.09

Resoluções de ano novo



Especialmente a segunda.

Trabalho de Anthony Burrill, cortesia de Ana B.

14.1.09

Suburban sexy

Humor negro

Os ídolos moldam-se com gel





C.R. foi eleito “melhor jogador do mundo”, o que quer que isso seja e o que quer que isso represente, à parte ser uma alegoria muito literal: a de alguém que define o seu sucesso ao pontapé.

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