20.2.06

A violência é uma atitude estética incompreendida



É óbvio que os americanos se mostram inflexíveis em fechar uma das suas maiores contribuições para a geografia militar. Uma obra consumada de paisagismo bélico e um arauto da vigilância zelosa que sempre os caracterizou. Tanta especulação em torno de supostos abusos de violência não irá roubar o orgulho e a beleza de uma imagem destas. Quem sabe Bush não fará de Guantánamo a sua Elba?
Alguém se despache com o arsénico.

A Bela e o Pérfido Terrorista Árabe




Esta menina participa em vídeos formativos do governo americano. Com passagem assegurada em escolas do Sul dos EUA, lares da terceira idade e convenções do partido Republicano, estes pequenos filmes demonstram a necessidade de manter Guantánamo aberta e exibem a verdadeira narureza dos presos para aí levados. Para comprovar que também os carcereiros estão sujeitos às elevadíssimas temperaturas que, alegadamente, levam os prisioneiros à loucura, esta valente militar despiu o uniforme. Empunhando o seu revólver e acariciando o crucifixo, mantém em respeito um perigoso terrorista árabe. O produto da cópula entre Donald Rumsfeld e Ann Coulter
não faria melhor pela pátria. Se bem que é mais provável que tivesse o aspecto da criatura da direita.

Species em directo












"The government should be spying on all Arabs, engaging in torture as a televised spectator sport, dropping daisy cutters* wantonly throughout the Middle East and sending liberals to Guantánamo."

A minha badalhoca favorita volta à carga na sua coluna semanal. Ann descarrega a bílis sobre os opositores ao fecho de Guantánamo. Graças a messalinas multimédia como esta querida, os Estados Unidos podem orgulhar-se de serem o paradigma do deboche de expressão. Haverá atitude mais liberal e permissiva do que deixar esta mulher grasnar? Seria giríssimo ver a bebé sozinha no pátio do Camp X-Ray, numa gaiola de um metro quadrado a tentar roer o cadeado, com um detonador enfiado no rabo. Mas de que ovo saíu este espécime e quem é que lhe dá cobertura? Não está escrito algures que Ann Coulter é ela própria uma infracção grave à Convenção de Genebra e que deverá ser desmembrada ao vivo por quatro corcéis brancos em fúria?
Enfim... Podia ser tudo muito risível, mas esta bimba argentária de maquilhagem perfeita esconde uma realidade tétrica: não é uma figura de ficção e há quem a leve a sério.


*Bomba BLU-82: é usada sobretudo para destruição localizada e desestabilização psicológica, pelos efeitos sísmicos e saturação atmosférica que provoca.

18.2.06

Isto & Aquilo


Imaginary Heroes ("Heróis Imaginários"), de Dan Harris, 2005

Herói por um dia









"Hoje a minha concepção do herói coincide com a que eu tenho do homem-tal-como-ele-deveria-ser: um herói é aquele que consegue fazer frente a uma situação difícil e ambígua conservando ao mesmo tempo uma certa ética. Guerreiro ou pacifista, o herói é aquele que consegue tornar-se ou manter-se plenamente humano. O herói é, ou deveria ser, o Homem."

Hugo Pratt

Afirmação


I don't have much of a history. But, hell, I made one!

17.2.06

We shall overcome



We shall overcome We shall overcome We shall overcome some day Chorus: Oh deep in my heart I do believe We shall overcome some day We'll walk hand in hand We'll walk hand in hand We'll walk hand in hand some day Chorus: We shall all be free We shall all be free We shall all be free some day Chorus: We are not afraid We are not afraid We are not afraid today Chorus: We are not alone We are not alone We are not alone today Chorus: The whole wide world around The whole wide world around The whole wide world around some day Chorus: We shall overcome We shall overcome We shall overcome

some day

A estupidez

Percorre sempre os mesmos telhados e cai inevitavelmente nos mesmos pátios.

Ipsilonadas







O jornal Público - e mais especificamente o suplemento cultural Y -, continua a surpreender-nos com as suas propostas arrojadas. Não é apenas a qualidade superior da escrita,a linha editorial de finíssimo recorte ou o gosto muito à frente, muito acima e muito mais do que alguém algum dia gostou. Atente-se na aventura gráfica da semana passada. Digam lá se o Jake Gyllenhaal não fica bem com a cabecita à banda, a bochecha esquerda semi-amputada, o pescoço cortado e as mãos do Heath Ledger. E as calças. E os sapatos. E já agora a gravata, coberta pelo Sr. Photoshop de serviço, de língua ao canto (cliquem nas fotos para um close-up). Senhores, já ouviram falar da Getty ou de bancos de imagens em geral? Ou isso está tão mal que gastar mais uns cobres numas fotos trazia a casa abaixo? Acham que os leitores estão assim tão distantes de uma linha linear de pensamento ou a vossa política é mesmo esotérica? Já agora qual o próximo passo: um anúncio de página inteira a apregoar a estreia mundial d’ “O Filho do Máscara”?

16.2.06

"Virgo intacta sum"



"We should invade their countries, kill their leaders and convert them to Christianity. We weren't punctilious about locating and punishing only Hitler and his top officers. We carpet-bombed German cities; we killed civilians. That's war. And this is war."

“Whether they are defending the Soviet Union or bleating for Saddam Hussein, liberals are always against America. They are either traitors or idiots, and on the matter of America's self-preservation, the difference is irrelevant.”



Ann Coulter é uma maravilha. Sozinha e de uma só bordoada, consegue dizimar historicamente as sufragistas, as feministas rebeldes, as humanistas, as progressistas, as congressistas do partido Democrata e as neo-liberais mais assanhadas. Ao pé dela, Hillary Clinton é Nossa Senhora de Fátima e, por sua vontade, a dedicação sabuja de Condoleezza Rice seria recompensada com 40 acres e uma mula e não projecção governamental. Do alto das suas tamancas retintamente fascistas, esta intrépida republicana faz sombra às ambições inconfessáveis de Thatcher, ao empenho social de Imelda e à devoção patriótica de Magda Goebbels. Enquanto cita a tríade do mal (Reagan, Bush pai e Bush filho) em convulsões de prazer, Coulter invectiva toda e qualquer manifestação de sentido democrático. Vê-la na TV é como assistir a um espectáculo de evocação espírita, com a presença de Torquemada, Ceausescu e os ideólogos do Ku Klux Klan. Com os seus longos cabelos louros, corpo seco e feições marcadas, esta amazona do reaccionarismo esmaga sem pestanejar o bom e o bem. É uma seguidora e uma crente de tudo o que é francamente execrável, exercendo o seu direito de opinion maker. Com a mesma veemência, Lucrécia Bórgia, em 1498, convenceu o Vaticano da sua virgindade, embora estivesse grávida de 6 meses.
Partilhando da mesma capacidade de persuasão alarve e de algum eventual episódio de consanguinidade, Ann e Lucrécia, mulheres de personalidade metálica, são símbolos do anti-feminismo, de determinação cega perante os objectivos e de uma dissolução generalizada dos valores mais elementares. Quanto a mim, porém, Ann não mostraria a maminha pelo partido Republicano, ou mostrarias, babe? Respeito.

Cardinálico tropical

Ontem à tarde, nos correios, uma senhora dizia ao seu interlocutor telefónico para carregar no “asterístico”. Não sei se ela queria que ele fizesse explodir toda a base estrutural do léxico português de Portugal ou se pretendia criar um precedente estilístico, mas eu achei aquilo um perigo. Astestérico, mesmo, ou anticrístico. Estamos a falar de uma mulher com boa pinta, maquilhada, bolsa de marca, óculos escuros pendurados na cabeleira cuidada... Alguém que conseguiu digitar o número no seu telemóvel, aproximar os lábios a uma distância acertada do bocal, dirigir-se até ao balcão e tratar da papelada enquanto, convictamente, articulava os fonemas “a-s-t-e-r-í-s-t-i-c-o”. Num local público. Esta taliban linguística mostrou-se inclemente perante as reacções: os adenólides da senhora do lado incharam com o choque e as hemorraicas do funcionário estalaram mesmo ali... Ná. Tudo se processou em clima de indiferença. Acabei por concluir que, apesar do sistema de ensino fazer os possíveis para nos formatar, existirão sempre iconoclásticos com um pé no acelerador do progresso. Samba e revolução! Porreta.

14.2.06

Isto & Aquilo


Twin Parts, Dana Schutz, 2004

Exemplar


Foi ontem revelado o cartaz oficial do próximo filme de Oliver Stone. Um exemplo de discrição, subtil e respeitoso, para um tema ϋber delicado. Tem impacto sem fazer espectáculo e é bonito sem ser sentimental. A iconografia, inteligentemente aproveitada, não cai na exploração patriótica das mazelas locais. Lá estão as duas figuras humanas, sobriamente heróicas, vamos ver agora o que nos reservam as intenções do cineasta.

Dedicatória



The art of losing isn't hard to master:
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! My last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

- Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.



One Art, Elizabeth Bishop

Valentim optimista


A mensagem do dia para os corações solitários, acompanhados, quentes e frios, calmos e impulsivos. Mas só para os grandes. Para os pequenos não.

10.2.06

Gay Pride



Guardem os cristais e as porcelanas.
Ela está de volta e com três Grammy nos... no decote.

Madonna pode fazer os melhores alongamentos, mas Mariah tem a laringe mais temível do planeta Terra.

Isto & Aquilo


Lotus, Lee Krasner, 1972

"Hoje somos todos dinamarqueses"





Eu sei que existe todo um complexo socio-cultural, que estas situações não podem ser vistas a preto-e-branco, etc.
Mas não, não deve haver limites para a liberdade de expressão. Não deve haver limites para a liberdade, ponto. Não há limites para a estupidez e para o mau-gosto, é certo. E não há limites para o fanatismo, infelizmente.

Se uma parte se revela ‘tolerante’ e ‘moderada’ quer com isso dizer que se mostra civilizacionalmente superior face à parte ‘lesada’, ou, simplesmente, que se borra de medo, negando valores conquistados ao longo de séculos e à custa de tantas vítimas? É o típico prato ocidental: filet de arrogância, em molho de cobardia . Mas que raio há aqui a 'tolerar'?...

Se o meu chefe me ofende, devo rasgar-lhe a caródita em retaliação? Hum... é melhor não. Por razões funcionais, meramente: ele detém o poder, eu perdia o meu sustento e seria difícil escapar à choldra. Mas, se calhar... noutro espaço, com um bom séquito ou simples companheiros de ocasião, até se podia pôr o gajo num pneu. Seria questão de transmitir o entusiasmo necessário.
Do pensamento (e do que por ele possa passar) à acção vai um oceano que delimita a consciência humana da barbárie mais vil. Não há qualquer água a colocar no flambé islamofascista. Não se devia sequer invocar a santa liberdade de expressão em vão! E quanto a complexos, estes pirómanos já incineraram o socio-cultural e bem gostariam de arrasar tudo o que lhes desse na gana: fauna e flora, físico e metafísico, vivo ou morto.

Sirva-se aqui, não o filet, mas a arrogância ocidental inteira, animal e viva.

Que outra defesa senão esta: livre expressão!

(Leia-se o artigo de Jeff Jacoby no The Boston Globe)

Picardias na casa branca



Pede-se aos sofistas parlamentares que deixem de arrotar postas de pescada com molho à espanhola sobre assuntos que nada trazem de novo e se debrucem sobre o estado da nação. Enquanto Alegre e companhia se dedicam ao jogo do "toma, toma!" em torno da liberdade de expressão, de culto e de tudo o que venha a talhe de foice (salvo seja, são 14 assentos), exemplificando o mais primário estado de desunificação e inconsistência, a vida continua, neste pedaço de tábua carunchosa que navega sem rumo por águas europeias. A manter-se o figurino teremos a populaça a destruir a Assembleia da República para consertar os casebres com os democráticos tijolos. Se não ligarem à terra o quanto antes, um dia veremos os senhores deputados a deliberar sobre o eminente ataque dos sarracenos e a exigir estado de sítio profiláctico no Martim Moniz. Debrucem-se, debrucem-se, senhores, não vai mudar nada, mas pelo menos fingem que justificam esses chorudos ordenados.

9.2.06

Deus Cansou-se de Nós



Infelizmente existem casos de perseguição demente muito mais graves do que a fantochada tão divulgada nas últimas semanas. Dentro de portas, contra crianças. Este é no Sudão mas podia ser noutro ponto do globo, contextualizado por outras crenças quaisquer. God Grew Tired of Us recebeu dois prémios no Festival de Sundance e parece ser um documentário poderoso e honesto. Tem ganho os seus seguidores e tudo indica que o iremos ver por cá. Para já, um cartaz lindíssimo e um dos títulos mais pungentes e verdadeiros que tenho visto.
Para saber mais, cliquem no título.

Dinamarca...



...depois do 747.

Há porcos em Marte



Esta estranha máscara foi fotografada pela sonda Mars Global Surveyer na superfície do planeta vermelho. Pode ser um adereço de "O Planeta dos Macacos", versão Tim Burton - o que se faz para esconder as provas -, o fato de Darth Vader (e com sorte George Lucas lá enterrado com ele), o Bobi fossilizado da Dona Preciosa, habitante do Entroncamento, que fugiu de casa um dia atrás de uma Tareca; pode ser Deus em visita informal, pode ser uma das bizarrias da sociedade depois de nova plástica na clínica intergaláctica do Dr. Ivo Pitanguy; pode ser pau, pedra, o fim do caminho, Dr. StrangePork, Elvis, Joan Collins, o chimpanzé Bubbles, o grande irmão, Zventibold Szvatopluk, Ana Salazar - aquele fogoso cabelo de cydiana sempiterna... Pode também não ser Marte e, inclusivamente, não ser uma máscara. Clique no link acima e saiba tudo o que nunca quis saber sobre o dito planeta. Incluindo a explicação da figureta.

Isto & Aquilo


Vida Urbana, Cristiano Burmester, 2005

8.2.06

Looking for Comedy in the Muslim World


Boa sorte, pá. Estou certo de que, à sua maneira...

Excesso de confiança

Rasul-al-lah Superstar



Embora não sejam permitidas personificações do Profeta, estou convicto de que uma grandiosa co-produção internacional, dirigida por Elia Suleiman e Franco Zeffirelli, com textos do Corão musicados por Andrew Lloyd Webber, protagonizada por Shah Rukh Khan, com um guarda-roupa vistoso, cenários grandiosos e um score de Vangelis e Cheb Khaled, para rematar o arrebatamento, poriam fim a séculos de desarmonia e incompreensão. Se Jesus Cristo brilhou na tela e fez melhor serviço pela Igreja como poster boy do que décadas de pregação, por que razão o Islão iria rejeitar um faustoso espectáculo celebratório de Maomé? Popularidade, merchandising, Broadway, West End, Pavilhão Atlântico... Não tarda nada eramos todos amigos!
Se esta malta não fosse tão picuinhas com o luxo e a iconografia. Chatice. Se calhar com o tempo...

Caíram cavacos de neve


Estas pessoas de aparência patusca, armadas de gélida determinação, votaram em Cavaco Silva. 29 de Janeiro de 2006 foi um dia de comemoração e de profundo simbolismo: o do dinamismo social, económico, político e cultural que os próximos anos trarão. Estas pessoas levaram uma grande banhada de cavacos de neve e mostram-se inamovíveis na sua convicção. Há que respeitar.

Isto & Aquilo



Another Day, Molly Johnson

The beauty of the soul with the oppressive circumstance


"Wear it like a banner
For the Proud -
Not like a shroud"

(Langston Hughes, de Color, 1943)

7.2.06

Isto & Aquilo


American Prayer, Gottfried Helwein, 2000

Somersault



Sinopse do filme australiano, em 22 linhas:

Rapariga libidinosa filha de mãe licenciosa apanhada na reinação com o namorado da respectiva foge de casa e procura refúgio longe, fornica com meio mundo e faz amizade com pessoas deprimidas agindo como uma parvinha e comendo junk food na bomba de gasolina onde trabalha, entretanto conhece um rapaz confuso mas arrebatador e os dois ficam confusos e olham muito para o vazio, ela corre à beira do lago com luvas vermelhas e ele corre para o trabalho de que não gosta e amam-se e repelem-se e há dúvidas e ela faz disparates e ele já não a quer mas no final ela já não o quer a ele, e todo o mal é perdoado, porque ela é uma menina triste e confusa e ele também é um rapaz confuso e estão todo muito baralhados mas optimistas, a menina é loura e tem o nariz arrebitado e um rabinho redondinho e ele também não está nada mal e há sempre uma luz escura e triste e muitos lagos e árvores e música minimal. Fim.

SONAE vs PT



(Prestando atenção consegue ver-se Belmiro, no barquinho, a dar instruções)

Hostile Takeover, Pieter Bruegel, o Velho.

3.2.06

Diva extemporânea


Natália, you hot mama! Fazes falta no panorama artístico português. Serias agora coberta de glória, aquela que te escapou enquanto, na obscuridade, tentavas galhardamente acertar nas notas. Agora sim, Portugal estaria pronto para te receber e transformar no animal social que adornaria capas de revista, protagonizaria reality shows e sketches humorísticos. Irias às festas, darte-iam relógios, roupas e perfumes, serias a estrela de galas e de episódios rocambolescos e excitantes. Todos falariam de ti! Farias um valente pé de meia, Nati, junto dos feirantes do sucesso. E uma coisa é certa, nenhuma voz se ouviria tão estridentemente, nem a de José Castelo Branco empalado por um grosso varapau de marmeleiro n' O Bordel das Celebridades.

Quando o urso separou o casal de esquilos





Para Flapi. Love ya.

Isto & Aquilo



Pursuit of Happiness, Weekend Players

Isto & Aquilo




Perishable Fruit, Patty Larkin

Ava



Temos saudades tuas, miúda.

1.2.06

Mnemónica




"Depression patients should realize that depression is a chronic illness just like diabetes or asthma. Most cases of depression are caused by a chemical imbalance in the brain.

People experiencing depression feel hopeless. They may have feelings of worthlessness and experience a loss of interest in every-day activities such as work, hobbies or physical intimacy.

Many factors can trigger depression such as: being out of work, serious illness, divorce, flunking out of school, loss of a loved one. Sometimes there is no apparent factor that triggers a depression.

Fortunately, depression is a highly treatable condition. If you are diagnosed with depression and you take the medications that your doctor prescribes, there is an excellent chance that your depression will fade away, like a bad dream.

Scientific studies have determined that antidepressants work best when they are combined with counseling, such as seeing a psychiatrist, psychologist, social worker or other health professional on a regular basis.

It is essential that depressed people who are on medication do not discontinue taking their medication even when they feel great. You need to take your medications religiously every day regardless of how you feel.

If you discontinue taking your medications without the advice and approval of your doctor, there is a good chance that you will fall into a tailspin and become depressed again, possibly severely, and the medicines may take longer to work.

Antidepressants are powerful drugs and should never be taken without a doctor's prescription. You don't want to self treat depression (even if you are a doctor) because the consequences could be disastrous.

How can drugs help depression?

The brain communicates with itself through the use of special chemicals called neurotransmitters such as "serotonin" and "norepinephrine".

There is a strong correlation between the amount of these chemicals in the brain and a person's mood. If levels of these chemicals get too low people feel depressed. Doctors elevate these brain chemicals with the use of drugs.

There are many different families of antidepressants available today. The two most common groups are:

- SSRI's (Selective Serotonin Reuptake Inhibitors) These drugs increase the brain's level of serotonin, thus improving mood. SSRI's have also been shown to be useful in the treatment of obsessive-compulsive disorder and some forms of severe shyness.

These drugs come with strong warnings regarding their use in children. There is data to suggest that occasionally when kids take SSRI's some of them engage in self destructive thoughts.

However, many times the benefits of giving your child a SSRI far outweigh the possible side effects. That is a decision for you and your doctor.

They are generally well tolerated and effective. Some common SSRI side effects include: heartburn and drowsiness. They can sometimes produce a transient loss of appetite. SSRI medications can have drug interactions. You should consult with your doctor or pharmacist prior to mixing them with other medications.

- Tricyclic Antidepressants get their name from their chemical structure. This class of drugs is very effective in combating depression but is associated with troublesome side effects such as drowsiness, dry mouth and constipation.

Tricyclic antidepressant medications can have drug interactions. You should consult with your doctor or pharmacist prior to mixing them with other medications.

Other families of antidepressant drugs include the MAOI's (monoamine oxidase Inhibitors). MAOI's are very effective but have potentially life-threatening drug interactions and food interactions. If you are taking a MAOI drug, it is important that you consult with your doctor before you take any other medicines. Your doctor will also tell you which foods to avoid mixing with your medicine."

Boicote radical




Este gajo é mais assustador do que o Ronald MacDonald, o Marques Mendes e o alien do Giger todos juntos. E há malta que paga para ver exibições de histrionismo nos circos que montam para este meia-leca artolas protagonizar. Antes comer uma fartura e dois churros recheados e entupir as tripas de colesterol. Pegava no Tonto e na sua eguazinha inseminada, obrigava-os a ouvir toda a trampa escrita pelo marado do Hubbard recitada pela Natália de Andrade, presos a uma cadeira em pau santo entalhado, alimentados a Nardil, Zoloft, e o ocasional diazepam, empurrados por uma garrafa de Moët et Chandon para não aniquilar o glamour.
Odeio o Tom Cruise! É um post mais irrelevante do que o habitual, mas pronto. Está dito.

Billy Boy



Contrariamente ao que possa parecer, Bill Gates não esconde um passado obscuro de drogas, sexo e libações rituais, com a habitual carnificina à mistura. Billy usou todas as suas energias para limpar a Microsoft dos seus companheiros de seita, tornou-se Imperador dos Sistemas Operativos, candidato a dono do mundo e notável filantropo. Ser nerd compensa, toda a gente sabe.

Uma obsessão...


... é apenas um objectivo demasiado intenso.

Como vai ser?


Como vai ser nos dias em que não me queiras ver, não me queiras sentir, ouvir, tocar. Não me queiras deixar aproximar. Não me queiras por perto, agora, subitamente para sempre. Como vai ser na fraqueza e na desilusão? Quando poderei contar que dês um pontapé no balde e invoques a razão pura, para tua cobarde e intransmisível justificação? Quanto tempo duraria um segredo e quanto tempo duraria uma vergonha que conheceu tão íntimos segredos? Como se lobotomiza a emoção se ela se deu a conhecer ou, se não é amor, como se detecta a infecção? Nos dias de luta, alguns de luto, nos dias de sempre, nas noites cansadas de por isto e por aquilo. Como vai ser? Nas luas, nas fases... Nos dias em que reconheças o monstro, em que te revejas na vítima... No teu aniversário, na nossa riqueza sombria, à saída do cinema, consolados num equívoco... No dia em que tiveres certeza de que tens certezas, não me queiras. Nesse dia de mórbida auto-consolação, nesse dia de pequenas infâmias, pequenas patetices, pequenas pegadas desde o porão, não me queiras para te ouvir. Como vai ser? Envias um ofício com aviso de recepção?
Diz-me como será no dia em que não me vais querer, para que te diga já que não te quero. Nem a ti, nem a ninguém.

Crash


Ontem à noite um senhor atirou-me violentamente contra um carro. Um senhor preto.
Acabei por não saber o que o senhor pretendia, mas rosnou algumas incongruências num português semi-críptico e com um sotaque familiar. Ameaçou-me, disso estou certo, mas não me roubou. Apenas me manteve preso ao carro enquanto me agarrava pelo pescoço. Pude reparar que vários piercings lhe adornavam as beiças, as orelhas, o nariz, enfim, a tromba em geral. Era tarde, a viela escura, como convém, e um senhor preto, de 1,85, com braços possantes, mantinha-me encostado a um carro enquanto o seu instinto animal lhe ditava se havia de sacar da naifa ou não. Não me lembro de ter tido alguma reacção particular. Não senti nada naquele momento, mas o sobrolho manteve-se levantado. Se o senhor preto quisesse espetar-me, não havia nada que eu pudesse fazer, nem contra a sua determinação nem contra o cavalo que lhe boiava no sangue. Ouvia-o grunhir e, a dada altura, um compincha que surgiu da sombra fê-lo largar-me. Avancei determinado em direcção à avenida iluminada e só então o meu coração falhou uma batida. Não tive uma reacção interiormente pacífica, porém. Se um gajo me empurra à bruta contra um carro no meio da rua, me segura pelo pescoço e considera a hipótese de me aleijar seriamente… Só porque quer e pode… Se fosse baixinho se calhar não podia. Se fosse um chinês enfezado também não. Se fosse um junkie branco macilento talvez não houvesse história.
Bom, chamem-me politicamente incorrecto, mas eu quero, e posso, chamar-lhe senhor preto de merda.

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