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5.1.10

La llorona se va


Nos tempos idos da RUC descobri um disco que não se assemelhava a nada daquilo que se ouvia preponderantemente na altura, ou pelo menos dentro da tríade pop - rock - electrónica que dominava as preferências do pessoal. Mas na RUC havia gostos para tudo, felizmente, e a world music era um nicho de onde saíam pérolas como La Llorona. Um álbum intemporal, que marcou a minha despedida dos tempos de academia, tão intenso agora (talvez mais) quanto à primeira audição, em 1998. Uma música em particular nunca mais me saíu da cabeça, e foi a primeira que ecoou quando soube que Lhasa de Sela tinha morrido, com a minha idade.
Uma pequena homenagem, aqui.


Llorando
De cara a la pared
Se para la ciudad
Llorando
Y no hay más,
Muero quizás
Ha! Dónde estás

Soñando
De cara a la pared
Se quema la ciudad

Soñando
Sin respirar
Te quiero amor
Te quiero amor

Rezando
De cara a la pared
Se hunde la ciudad

Rezando
Santa María
Santa María
Santa María

Muriendo


(Lhasa de Sela, "De cara a la pared")


13.11.09

Audição sasonal




The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got the Blues

20.10.09

Isto & Aquilo



What gets you through a hard day's work?

The Cinematic Orchestra,
Ma Fleur (2007)

4.9.09

A girl called Melody



Melody Gardot é uma flor rara. Uma flor que nasceu e cresceu luminosa no meio do infortúnio. Se pesquisarem a história dela verão que se trata de uma daquelas pessoas que definem “humanidade”, em tudo o que tem de admirável e redentor. Antes de começar a ouvir My One and Only Thrill desconhecia os seus antecedentes. Arranjei o álbum porque era produzido por Larry Klein, que trabalhou nalguns dos meus discos favoritos de Joni Mitchell, e por causa de uma daquelas solícitas sugestões online (“Se gosta de Madeleine Peyroux vai gostar disto”). O encanto de Gardot não é igual ao de qualquer outra vocalista de jazz que tenha ouvido. Não é artificioso, nem portentoso, nem tem a indolência calculada de uma Diana Krall que várias vezes, e erradamente, se lhe associa. O seu embalo é só dela connosco, sem plateia. Suave mas firme, verdadeiro e generoso, sem cálculos. E agora percebo, sofrido. Mesmo quando canta sorrisos, o tom de Melody é quase imperceptivelmente triste. O que só torna a sua música mais rica e distintiva.

17.8.09

Aquela máquina



Descobri Florence + The Machine estas férias, numa ocasião triste, a olhar as estrelas do ceú algarvio. Podia ser uma coisa toda prosaica, pese o gigantesco lugar-comum, mas estava a tentar fazer abdominais num banco de ripas, coberto por uma samarra de calor, com a ténue esperança de que um raio quasar desgovernado me fulminasse. Além disso, o céu algarvio não tem nada de poético, especialmente quando está povoado por lasers e holofotes de discotecas foleiras. Em terra a agitação era outra, e para me alhear do ribombar distante da feira medieval coloquei os auriculares e dei uma hipótese à menina com visual entre o esotérico e o par de estalos. A capa do disco, farfalhuda, ostentava o título Lungs, e, tendo como referência a restolhada eléctrica do single “Kiss With a Fist”, esperava o pior. E é que não. Dá farto uso aos pulmões, mas de forma original e muito, muito entusiasmante, trazendo para o centro da minha neura o corropio feroz de um baile arcaico e luxuriante. Nas oscilações rítmicas e vocais ora se mostra fantasmagórica ora se mostra calorosa, sanhuda ou carente, vulnerável ou insubmissa. Dir-se-ia um bom caso de estudo de patologia bipolar. O certo é que o inicial e aparente desnorteio de arranjos se transforma num todo coeso e engenhoso, capaz de arrancar uma reacção enfática à mais encoberta das letargias. Não me fez lembrar Kate Bush (enfim, talvez o lirismo críptico e algumas orquestrações) mas antes uma Fiona Apple cheia de apetite por sexo e folclore. Qual feira, qual quê, a festa estava toda aqui.

29.1.09

Pare, escute e olhe



Stop motion no seu melhor, este vídeo do dramaturgo e compositor israelita Oren Lavi. A actriz é bem bonita, e a música também.

27.1.09

Porque sim



Chris Garneau - Baby's Romance

Ito, não sei porquê esta música faz-me lembrar de ti. E pensei que gostarias dela. À laia pessoal e intransmissível, neste espaço público suficientemente privado. Que de resto é meu e dele faço o que quiser. Ouve alto e com os olhos fechados.

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