29.6.07

Occasional full circle
















The other day I couldn't help but cry. Thank you for being there. It meant everything.


(Pintura de Luke Chueh)

Para o Tomás



Psst, não é para dizer. É só um estado de espírito.


(Foto de Heidi Slimane)

Fode-te, porco imundo!



O José Sócrates é um pulha, um crápula, um safardanas, um argentário vil e reles, que nunca há-de ter a tromba num selo porque as pessoas vão cuspir-lhe em cima e não no verso (obrigado ao senhor que teve este pensamento tão útil). Pronto, agora fico à espera do processo judicial e de ouvir a Alberta a dizer o nome do meu blog na televisão estatal, daquela maneira tão dela... e por falar em vogais abertas como se não houvesse amanhã.

Geme geme la vie


Ontem fui a estúdio gravar voice over para um spot. Há muito tempo que não o fazia e só os constrangimentos de tempo e de budget o permitiram. Não sendo a primeira vez, ‘bora lá, caça-se com gato. A verdade é que a minha voz não é versátil. Ou nunca tive tempo suficiente para a treinar e tornar mais plástica. Austeridade é o meu nome do meio, até quando falo. É uma voz que os senhores do estúdio designam por “não comercial”, elogiando a colocação e adivinhando alguma técnica. Pois, mas não passo o dia na agência a pensar que vou dar voz a produtos langorosos, sobretudo depois de uma manhã de trabalho, às 3 da tarde e com um calor do caraças. Não é para me desculpar. Mas enfim, a preocupação maior era que saísse tudo direitinho, dentro do tempo previsto e com o cliente agradado. Cedo descartei a técnica Margarida Vila Nova, que consiste em locutar todos os anúncios com um tom rouco, ressudado, quase gemente. Certo, é uma bonita especialidade, que cola bem com as massas frescas Milaneza, com a Arte Lisboa, com a campanha pró-preservativo da Câmara Municipal de Cascais, com os iogurtes Adágio… Mas faltava-me um hoompf para dar alma à coisa. Ora parecia um locutor da Emissora Nacional com aquele tom todo especioso a sair pelas narinas, ora um totó armado em sedutor a abrir as vogais como se a minha vida dependesse disso. Lá optámos pelo tom neutro, que é como quem diz “põe voz grossa, não cantes e cá vai alho”. A verdade é que saiu com o mínimo de qualidade exigível. Um colega meu, mais dado a estas artes, decidiu introduzir um gemido na sonorização, que ele próprio emitiu ao micro, com grande deleite, de resto. Se não precisassem de uma voz grossa, o rapaz teria feito a Margarida roer-se de inveja.

27.6.07

Eles andam aí!







Pareceu-me oportuno divulgar 3 obras maiores desse subgénero esquecido que é o evil clown movie: Killer Klowns from Outer Space, Killjoy e S.I.C.K. (Serial Insane Clown Killer). Quem os viu, não os esquece. E quem não os vir, jamais esquecerá esta imortal tagline: "In space no one can eat ice cream!".

O palhacito comunista


Aqui vos deixo um cartaz do PC, datado de 1976, anunciando uma festa de Carnaval em Coimbra. Hum. Muito cedo para se terem inspirado em Killer Clowns From Outer Space, que saiu em 88. Ronald McDonald estaria ainda longe de atormentar a cabeça dos artistas... Creepy quanto baste e uma das possíveis razões para a persistência dos rumores tétricos que envolviam líderes do partido, criancinhas e pequenos-almoços.

(Pedro, não foste tu, não?... Ná, muito pequenito ainda.)

Os Painéis de São Pupu


Foster Girl

A Warner Bros. desvendou hoje o cartaz do novo filme de Neil Jordan, produzido por Joel Silver e protagonizado por Jodie Foster. A premissa deixou-me um bocado inquieto, temendo que a vertente “acção” de Foster a tivesse levado a perder-se algures por entre entre o imaginário de Chuck Norris, Cynthia Rothrock e "Dirty Harry".

Erica Bain, animadora de rádio, tem uma vida preenchida e um namorado que adora. Tudo muda, porém, quando um ataque brutal mata o seu companheiro e a deixa gravemente ferida. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica transforma-se numa vingadora nocturna, percorrendo as ruas à procura dos agressores. O seu modus operandi acaba por atrair a atenção do público e os seus feitos anónimos começam a ser celebrados pela população. A Polícia de Nova Iorque, desesperada por pôr fim ao circo criado, coloca um detective obstinado em perseguição de Bain, enquanto esta se debate com o sentido da sua vingança.

Dê-se um voto de confiança a Foster, que é demasiado inteligente para se meter em alhadas e a Neil Jordan, que conseguiu emprestar alguma doçura a um filme tão violento e bizarro quanto The Butcher Boy (para além de um percurso com várias obras notáveis), mantendo sérias reservas em relação a Joel Silver. O aspecto tenso e sombrio do cartaz traz-me à memória o poster de Taxi Driver. Repare-se como o amarelo e o vermelho são astuciosamente recuperados para The Brave One. Mais uma vez, poderá ser mera coincidência.

26.6.07

Cannes Lions Live 2007 - Outdoor

Algumas escolhas pessoais.

SILVER







PRODUCT & SERVICE
Publications & Media
MTV NETWORKS
MTV COMEDY CENTRAL TV CHANNEL
KEMPERTRAUTMANN
GERMANY











PRODUCT & SERVICE
Toiletries
PROCTER & GAMBLE
GLIDE DENTAL FLOSS
SAATCHI & SAATCHI
USA

BRONZE



PRODUCT & SERVICE
Home Appliances, Furnishings, Electronics & Audio-Visual
SUMO
JESPIRIT
LUXAFLEX VENETIAN BLINDS
JWT SINGAPORE
SINGAPORE

Cannes Lions Live 2007 - Outdoor

Os prémios de publicidade mais cobiçados do mundo já foram atribuídos. Com ou sem lobbies, dezenas de agências e de criativos levaram para casa tão ambicionada validação. Não se trata apenas do reconhecimento dos seus pares, embora a "ego trip" não seja de desprezar. Representa, acima de tudo, um crivo de prestígio nos portfolios individuais e colectivos. Tentar analisar os critérios de selecção seria fastidioso, pelo que, acto consumado, passo a fazer um mini showcase de campanhas que mereceram integrar a shortlist. Dentre estas seleccionei a categoria Outdoor e apresento amostras do Ouro ao Bronze que me parecem ser bem exemplificativas das tendências actuais, sobretudo no que toca ao recurso grandiloquente à pós-produção e à manipulação digital. Felizmente não é esse o caso do Grand Prix, nem de alguns outros exemplos que mostrarei de seguida, e que representam, para mim, o gozo de criar (em) publicidade.

Se quiserem ter uma perspectiva alargada (e, Deus Meu, como é alargada), podem ir directamente aqui.

GRAND PRIX



AMBIENT
Ambient: Special Build
POWER TO THE PEOPLE
NEDBANK
BANK
NETWORK BBDO
SOUTH AFRICA

GOLD







PRODUCT & SERVICE
Sweet Foods & Snacks
SIMBA POTATO CHIPS
GHOST POPS CRISPS
NETWORK BBDO
SOUTH AFRICA

SILVER



PRODUCT & SERVICE
Savoury Foods
MOTHER AND CHILD
HEINZ
HOT KETCHUP
LEO BURNETT BRUSSELS
BELGIUM



PRODUCT & SERVICE
Sweet Foods & Snacks
GLOBE FISH
NONGSHIM
CHUPACHUPS LOLLIPOPS
NONGSHIM COMMUNICATIONS
KOREA

BRONZE



PRODUCT & SERVICE
Alcoholic Drinks
DIAGEO
GUINNESS
SAATCHI & SAATCHI
MALAYSIA

Look closer







Analogia astronómica



VIRGO IMAGE GIVES EVIDENCE OF VIOLENT LIFE, DEATH OF CLUSTER GALAXIES

PRESS RELEASE
Date Released: Tuesday, September 20, 2005
Source: Case Western Reserve University

CLEVELAND
Case Western Reserve University astronomers have captured the deepest wide-field image ever of the nearby Virgo cluster of galaxies, directly revealing for the first time a vast, complex web of "intracluster starlight" – nearly 1,000 times fainter than the dark night sky – filling the space between the galaxies within the cluster. The streamers, plumes and cocoons that make up this extremely faint starlight are made of stars ripped out of galaxies as they collide with one another inside the cluster, and act as a sort of "archaeological record" of the violent lives of cluster galaxies.

The new image gives dramatic evidence of the violent life and death of cluster galaxies. Drawn together into giant clusters over the course of cosmic time by their mutual gravity, galaxies careen around in the cluster, smashing into other galaxies, being stripped apart by gravitational forces and even being cannibalized by the massive galaxies which sit at the cluster's heart. The force of these encounters literally pulls many galaxies apart, leaving behind ghostly streams of stars adrift in the cluster, a faint tribute to the violence of cluster life.

The Virgo Cluster of galaxies – so named because it appears in the constellation of Virgo – is the nearest galaxy cluster to the Earth, at a distance of approximately 50 million light years. The cluster contains more than 2,000 galaxies, the brightest of which can be seen with the aide of a small telescope."

O poder (des)agregador da tosta mista



E agora vinha mesmo a calhar uma tosta mista em pão tradicional, acompanhada de um galão, na esplanada da Graça. Uma volta pelo passado com toque gastronómico rústico urbano. Bons tempos. Ana Maria, Pasi… Até o Rogério, episodicamente… A Sara não se terá arrastado até lá mais do que uma vez, de nossa casa, mesmo ali à beira. A Rituxe, quando estacionou no meu ninho, em estudo e em crise. Ou até antes, teremos pairado por lá, meio ressacados das vidas e um do outro. A Anita de visita, o Pasi e eu, depois de galhofar e comer algo ali no largo, ou depois do Pasi vasculhar todas as lojas de chineses das proximidades. Os manos, conversando como há muito não fazíamos, com um à vontade que já é invulgar quando estamos juntos. Os encontros nocturnos com o António e eventual corte, quando todas as companhias sabiam bem e o Sérgio era ainda a eminência surda de uma futura tragédia. Mas a esplanada manteve-se, fiel, e chorei lá um par de vezes, sozinho, ao fim do dia, vindo daquele miserável ambiente no Prior Velho. O Rui e eu também estendemos os nossos laços nas vistas da Graça. Tensões desfeitas à volta de uma tosta mista, a ver a nuvem dissipar-se na linha do horizonte. Até um par de encontros sacrílegos - Meu Deus, onde estava eu com a cabeça? Com um bocado de sorte não houve tosta, só Cola… Light. Isabel, Cláudia, Ana, Marta, Rita, todas de passagem sem deixarem especial memória. Mafalda, gostava de te ter tido mais vezes por ali, mas raramente estavas disponível. Compensava só para ver-te debater com a tosta. E pela conversa, claro. Sempre pela conversa. Estilos diferentes mas intenções semelhantes. Rui e Cecília, na vossa única estadia oficial, no cubículo da Travessa, foram respirar a verdadeira Lisboa de esplanada enquanto davam as vossas passas incessantes. Foi bom ter-vos por lá (cá). Filipe (you know who you are), ainda nos demos umas quantas oportunidades ao Sol. Acompanhado, mas sozinho com a tosta, foi na esplanada da Graça que – juro a pés juntos –, o Jérémie Renier não tirou os olhos de cima de mim, fazendo-me corar e esquecer o apetite. Pousei a tosta e fiz ar de duro. Estava provavelmente a aproveitar algo para uma personagem. Ou é míope.

A esplanada, com as suas tostas, foi o princípio e o fim de muita coisa.

Hoje já não me parece muito apelativa, esta tosta. Talvez sem a manteiga. Não, definitivamente sem a manteiga. E sem queijo. Provavelmente uma tosta desenxabida, só com fiambre. E mesmo assim, duvido, com o fiambre que anda para aí, pelos cafés. O pão saloio parece-me bem. Torrado e barrado com doce, noutro sítio qualquer, a observar o que posso fazer com o que restou de mim.

25.6.07

Os olhos de Kate Moss





Há uns dias, folheando as páginas finais de uma Vogue americana, onde as celebridades se deixam ver em cumplicidades estudadas com luminárias da moda, naquelas ocasiões festivas que quase sempre levam designações importadas (vernissage, cocktail, première, event, week, etc.), reparei numa foto de Kate Moss, acompanhada de já não me lembro quem. Fixei-me especialmente nos olhos da bela. E o que vi? Um olhar baço, desvitalizado, sem expressão. Reparei que essa era uma característica recorrente nas fotos de Moss e uma das razões pelas quais, apesar da sua proeminência no consciente popular, ela sempre me foi absolutamente indiferente. Eu que sou um gajo de sentimentos e sensações extremados nunca senti rigorosamente nada por alguém que é um ícone para muitas pessoas e símbolo de muitas coisas. Nunca indaguei quais, até recentemente. Fi-lo para perceber por que motivos um fenómeno duradouro do planeta moda, capaz de se desdobrar em campanhas aos mais diversos artigos, em desfiles para os mais sincréticos criadores, de figurar na capa de dezenas de publicações (até como imagem de campanhas institucionais), de cair em desgraça e recuperar a pose sem estardalhaço, de namorar com Pete Doherty… me passou sempre ao lado como uma brisa inócua de fim de tarde, daquelas que nos acariciam com inefável discrição. Moss era um artigo bonito, nem bom nem mau. Mas ao ver aquela foto tive uma epifania. É a sua ausência de alma, a transparência indolente daqueles olhos verdes-nada que lhe conferem autoridade sobre a concorrência e sobre todos nós, hedonistas de pechisbeque, que exibimos, abanamos, cobiçamos, agarramos e devoramos. Não existe nenhuma voracidade libidinosa em Kate Moss. Nenhum mistério escondido. Nenhuma intenção declarada de agradar. Nenhuma vontade especial de coisa nenhuma. Existe um olhar vago e desprendido, que recebe e devolve todas as captações com indiferença impávida, nem insultuosa nem arrogante. Só vítrea. Com um eventual sorriso. Kate Moss percorre e ocupa o seu espaço certo com uma carnalidade etérea, um chapéu bonito e um vestido justo, desprendendo a densidade amável de uma brisa.

Que desperdício de verde.

Não imaginava, então, que havia autênticos ensaios académicos sobre a beldade, mas dei de caras com alguns. De forma a sustentar aquilo que constatei, transcrevo um pedaço do que um senhor “Mike” refere no site acima lincado, em Setembro de 2005. Curiosamente, a sua interpretação é totalmente díspar da minha, mas também não a contradiz. Neste site podem encontrar longas e fastidiosas elucubrações sobre Kate Moss e os seus encantos. Eu fico-me pelos faróis apagados.

"I suspect that Moss is so appealing to women largely because she refuses to give that look. She is not there to make the viewer of her image feel comfortable, still less desirable or interesting. The glamour model either looks to camera smoulderingly or gives the impression of being demurely caught unawares. Moss does neither. She always radiates an easy awareness that she is being photographed, but doesn't seem especially interested in who is seeing her or the fact that she is seen. Her particular art is the cultivation of a look to camera that verges on the disdainful and the contemptuous, but never amounts to outright confrontation. It is almost as if she is fully aware of the camera (and therefore of us) but that, even when she looks directly at 'us', she looks through us, past us, fixating on something just over our shoulders. The challenge this poses is no longer the shock of the object talking, as it was with Grace Jones, because Moss, famously, does not speak."

Twisted Mess


The first kiss you planted to my face.

The second twist tonight, a fate.

And somehow the taste of fear

took up all the space in here.


Whenever I fake, (more or less)

whoever I take, (more or less)

however it breaks, (more or less)

someone's gonna fall.

I sense a grain of stress (more or less)

hurting you more or less. (more or less)

I pick up this twisted mess. (more or less)


Take me, shake me, knock me with

a million ways that we relate.

We both come to suffocate

to make it through the night today. (more or less)

Count the days strategically (more or less)

creeping to believe in me. (more or less)

Who to blame and who will be, (more or less)

make it through an irony. (more or less)


Am I up or am I blue?

Take up all the space in here

as we try to hide our fear.

When we try to save ourselves...


Whenever I fake, (more or less)

whoever I take, (more or less)

however it breaks, (more or less)

someone's gonna fall.

I sense a grain of stress (more or less)

hurting you more or less. (more or less)

I pick up this twisted mess. (more or less)




(Pintura: "Cidade III", Carlo Tozzi, 1984)

22.6.07

O estado do mundo















deixa a Arisca deprimida.

O meu noticiário é um jogo de computador









A BBC lançou recentemente uma campanha agressiva, com billboards imponentes e interactivos no centro de Nova Iorque, a anunciar a chegada aos Estados Unidos da BBC World. Há não muito tempo atrás, a cadeia de notícias por cabo N24, alemã, avançou com os anúncios acima exibidos (a versão inglesa é repescada de uma qualquer shortlist de prémios publicitários, pois com certeza). Ninguém duvida do impacto das mensagens, mas o conceito subverte a própria essência da informação noticiosa: a isenção e a objectividade. A manipulação ou especulação factual e/ou ideológica cria uma dimensão adicional à notícia, que a ultrapassa e subjuga, favorecendo o espectáculo e o clima de agitação. O convite à “participação” dá, além disso, um ar de quiz show, com informação referendada pelo grande público. Se a CNN inaugurou uma nova filosofia de informação espectáculo, seguida de perto por quase todas as grandes estações norte-americanas e sucedâneos espalhados pelo mundo, da BBC não esperava tanto espalhafato. Numa temos um exemplo de populismo quase lúdico, noutra, uma demonstração de maniqueísmo demagógico que escamoteia de uma penada a complexidade da situação. A informação não tem de agradar, mas, ao ser assumida como produto de grande consumo, faz uso das mesmas estratégias agressivas dos anunciantes de entretenimento massificado. Acho o conceito publicitário e a execução gráfica e técnica dos cartazes da BBC francamente bestiais. Do ponto de vista ético… digamos que prefiro virar os olhos para as notícias com a Alberta Marques Fernandes, na boa, velha e portuguesinha a 2.

21.6.07

O passarinho da boa fortuna


Enviada: qui 21-06-2007 14:34
De: Ana
Assunto: pardalinho

Olha Ju, hoje entrou pelo nosso escritório adentro, pela janela aberta. E depois não queria ir-se embora. Esteve na minha mão aberta para aí uns 3 minutos até se decidir a ir à vida dele :-)

Se eu estivesse na tua companhia também não quereria. Só de vez em quando. E depois voltava. Hum... Acho que um passarinho te está a dizer que é menino.

A mais valia

A alma ao diabo?















[Arisca, 1 ponto , hoje às 15:31]

Não basta. Aliás, diz muito da ética de trabalho destes tipos (Storch, Will.I.am, Pharrell e etc.) prestarem-se a este exercício de vaidade. Danger Mouse não o faria – aliás, fez o oposto. Quer dizer, aquele fio de voz foi manipulado, samplado, filtrado, esticado até afinar com a batida plástica, esperta, limpinha, saltitante. Mas baça. Não existe qualquer tipo de emoção ou de ímpeto, apenas uma caixa de ritmos novinha e bem empacotada. Não é justificação para um álbum, até porque as melodias, elas por elas, não mereceriam qualquer destaque, não fosse Paris a rainha das bimbas (eu ouvi o disco). Só porque não contratou Max Martin? Storch também produziu o último álbum de Lionel Richie e não ouço para aí as trombetas.

http://blitz.aeiou.pt

My blog is on fire







A imagem do III Salão Internacional Erótico de Lisboa é uma photoshopada manhosa de uma senhora com um bocado de gelo sintético enfiado na bocarra aberta, à beira do engasganço. A convidada de honra (talvez não seja a expressão mais adequada) é Cicciolina, que, do alto dos seus experientes 56 anos, deverá abranger com relativa profundidade qualquer assunto que assome, incluindo taxidermia da parafernália genital e reaquecimento de antigas estrelas porno para ocasiões especiais. Recordamo-la nos seus tempos de glória e com a frescura que ainda ostenta, graças à pintura acrílica galvanizante à base de zinco e à fita adesiva em polipropileno.

20.6.07

IM



IM
perfectível
IM
provável
IM
penetrável
IM
possível
IM
passe
IM
profícuo
IM
placidez
IM
prescindível
IM
prudente
IM
pulso

Ainda bate?

("Unavailing", Robin Grebe, escultura em vidro pintada, 2006)

Tic, tac



(Ilustração de Ian Murray)

Folk Song


Summer sky and a throat bone dry
And the fields are all gold
Dusty lane with a song in my brain
And it stoned me to my soul

I climb higher move towards the fire.....blaze sun

Silver trees and a whispering breeze
Are my sight and my sound
The thought of heaven couldnt drag me from the path
When Im wandering here alone

I climb higher move towards the fire.... so blaze sun
Watch until it dies slow falling from the sky
Pale fading sun

(Harriet Wheeler/ Dave Gavurin)

Pintura: "IKB 79", Yves Klein, 1959

Ideias que deram à costa












António Costa, acompanhado por vários elementos da sua comitiva, passeou recentemente pela Feira do Livro de Lisboa. O candidato à Câmara Municipal declarou que é necessário pensar, não só na revitalização de todo o Parque Eduardo VII, povoando-o de brasileiros, esquilos e senhores agentes da autoridade (tipologia e métodos a definir), mas sobretudo na rentabilização da Feira. Para o efeito reuniu com Yoco y sus muchachas, discutindo estratégias de expansão desta emblemática barraca para 2008. Costa falou também com os revendedores da Olá no sentido de encontrar um equilíbrio numérico entre barracas de livros e de gelados, sugerindo uma ligeira predominância destas últimas. Os comerciantes de farturas e churros também mereceram a atenção do candidato, tendo-lhes sido recomendado que, no próximo ano, propusessem opções light e distribuíssem luvas de plástico, de forma a minimizar os danos nos livros. Pelas mesmas seria cobrado o valor simbólico de 3 cêntimos, à semelhança do que se faz nos supermercados, por razões ambientais. No que toca ao universo estritamente literário, António Costa encorajou as editoras nacionais a colocarem em destaque a frase “o grande sucesso cinematográfico” na capa de todos os livros adaptados ao cinema, mesmo que ninguém tenha visto o filme. Depois de discursar animadamente para uma plateia de apoiantes, Costa passeou pela feira e adquiriu algumas obras da sua preferência, ora de cariz lúdico, ora de carácter científico.

Coisa feia







Cutileiro tem um sentido de humor perverso, não gosta do Marquês, está-se nas tintas para o 25 de Abril e provavelmente tinha um amontoado no atelier que lhe dava jeito despachar. No mesmo contexto, uma escultura de Daniel Edwards ou de Jeff Koons não pareceria descabida. Certo é que alguém aprovou aquilo. Gostaria de pensar que, num futuro governo totalitarista e especialmente sádico, Cutileiro seria obrigado a roer aquele mono até ao último calhau. Mas não penso em governos totalitaristas, preferia um apocalipse rápido e certeiro. À sua maneira, o "Monumento ao 25 de Abril" é um grande manguito aos utilizadores do parque, à Avenida da Liberdade, à cidade de Lisboa, à vista radiosa, à Câmara Municipal e à sua proverbial ausência de gosto, homenageando subversivamente os exploradores sexuais, o hedonismo, o onanismo e a falocracia (o homem tem um pedigree bem vincado na pedra, esperavam o quê?). Se João Cutileiro rompeu com o classicismo estilizado que marcava a nossa escultura, provocando uma viragem determinante na arte portuguesa, tenho para mim que nesta peça ele levou esse conceito demasiado longe. O auto-proclamado “fazedor de objectos destinados à burguesia intelectual do ocidente” fodeu o classicismo, o estilizado e criou uma manifestação muito física no Parque Eduardo VII. Infelizmente, foi feia ontem e continua feia hoje.

Não olhes para baixo, Marquês







O Parque Eduardo Sétimo é um dos locais mais bonitos de Lisboa, para além de ser o maior parque do centro da capital. Apesar de todas as indignidades que têm feito esmorecer a sua mística, permanece como um dos símbolos da cidade. Vinte e cinco hectares de verde lançados sobre um eixo fulcral, mirando o Tejo, preparado para receber uma enorme diversidade de plantas. Um projecto paisagístico pujante que integra pormenores luxuriantes, estruturas polivalentes, espaços para as crianças e para a prática desportiva, alguma fauna (sobretudo aves tropicais) e, mais recentemente, um espelho d’ água com esplanada adjacente.
E no entanto, grande parte disto soa a ironia. Poderíamos talvez abordar com mais detalhe as espécies animais que por ali circulam. E não me refiro propriamente à fauna nocturna que a edilidade tarda em erradicar de vez dos arbustos. Falo do cidadão comum. Dos apaixonados que se grudam ao muro frontal em bovina contemplação do pôr-do-Sol. Do portuguesinho que aí tira os seus rodriguinhos com a patroa e as crias, em tarde amena. Dos bifes e bifas que se arrumam aos cantos mais sombreados para imortalizar o momento. Falo dos domingueiros da Feira do Livro, que vão ver a vista enquanto sorvem um Cornetto e a contracapa do último Rodrigues dos Santos. Dos vendilheiros de quinquilharias, panos e bolos secos que por ali param. Dos junkies que se arrastam à cata de sabe Deus o quê. Dos putos que levam o skate ou a bola na mão, o inevitável maço de tabaco no bolso e a ausência de responsabilidade na cabeça. E por aí fora. Mas por mais que especule, não consigo encontrar uma razão para o espécime que, ali naquele ponto privilegiado com vista para o rio entrecortada pela majestosidade do Marquês, decidiu deixar umas meias! Não há apelo telúrico mais desvairado que o justifique. E a paisagem será de tal forma stressante para tantos que justifique as centenas de beatas e de garrafas que povoam o chão? O Marquês, altaneiro, permanece indiferente à porcaria que se acumula nas suas costas e míope perante a porcaria que se acumula na outra margem. Melhor assim, Marquês. Não venhas cá abaixo ver isto.

19.6.07

O Japão é um lugar estranho















Quatro dados culturais sobre o Japão, encarados com a objectividade possível:

1. É formado por um arquipélago.

2. Um dos seus comediantes mais famosos chama-se Masaki Sumitani mas é conhecido como Razor Ramon Hard Gay, criação tornada popular no programa de variedades “Bakuten” (uma espécie de Saturday Night Live local). Sumitani é o expoente máximo do Haado Gei, que se poderá traduzir por “arte hardcore” ou “gay hardcore”. Extremamente popular junto das jovens colegiais [Nota do Redactor: !?] Hard Gay revelou-se uma fonte de merchandising muito lucrativa, mas o seu sucesso tem vindo a decrescer. Uma produtora de manga está a tentar revitalizar o êxito emparceirando o misógino HG com uma curvilínea agente, de seu nome Seiko Honda, numa trama que gira em torno de uma série de violações ocorridas num dormitório feminino [NDR: ?!].

3. A Pepsi Corporation lançou, exclusivamente no Japão, uma série limitada intitulada Pepsi Ice Cucumber [NDR: sim. Pepino].

4. Produz uma bebida muito consumida localmente que se intitula Dakara, da marca Suntory. O claim do anúncio diz algo como “Dakara refresca do interior”. O resto do texto elucida o consumidor quanto à ausência de sal e de conservantes no refrescante líquido. Desconhece-se a razão pela qual um homem vestido de porco se encontra ajoelhado perante a garrafa. O Zodíaco chinês fez o crossover?

15.6.07

Cool Mat


Gosto do Matt Damon. É bom actor e faz boas escolhas. É giro e não tem ar de bimbo. É determinado mas não é arrogante. É convicente como actor dramático e como herói de acção. É casado com uma senhora de expressão portuguesa. Robert Ludlum teria ficado orgulhoso. A saga Jason Bourne, que originou dois dos mais trepidantes thrillers dos últimos anos, está quase a regressar às salas. O poster do 3º está aí e evoca o aparecimento do Colonel Kurtz em Apocalypse Now, ou é só impressão minha? Realiza Paul Greengrass.

"There has to be a better way."



A Downtown Partners Chicago é uma agência curiosa. O trabalho que fazem por lá não é espalhafatoso. É sóbrio, conciso e coerente (leia-se na secção Info o que têm a dizer sobre "People", "Structure", "Beliefs" e "Approach"). Possuem conceitos sólidos, muito bem definidos, trabalhados com a dose certa de afectividade e humor (vejam-se os anúncios de TV para a Walgreens e a Northern Trust, perfeitamente integrados no plano de campanha – scripts bem esgalhados, casting certeiro, contenção de meios), apoiados por um copy eficaz, que é normalmente espirituoso e claro. Têm uns quantos clientes que parecem rever-se na filosofia da agência. Até o layout e o interface do site parecem apontar para algo muito terra-
-a-terra, sofisticado q.b., mas ao nível da rua, do que se vê e sente pelos sítios onde caminhamos. As cores são um pouco soturnas, mas penso serem estes os tons de Chicago. Um case study interessante para algumas agências portuguesas. Hum.

(Still do spot Walgreens: Ornaments, com efeitos especiais de The Orphanage)

Bravo, minha brava!



A 14 de Junho de 2007 cumpriu-se um momento histórico. Agora, o voo para novas aventuras e diferentes histórias.

14.6.07

Epistemologia en passant


Ele: “Hum... sim, é uma obra a vários títulos notável. As duas peças, a de exterior e a de interior, reencenando preocupações temáticas e formais sem todavia esquecer a sua inserção concreta. Repara como a peça convergente consiste numa aproximação feliz ao universo pré-
-funcionalista, fazendo sentir a presença dos motivos insistentes da fragmentação e da intropatia mais jactante, enquanto a divergente, na sua magnitude grave, deixa que nela se projecte um sentimento de espera. Fabulosa capacidade de reinvestir uma densidade dramática que poucos artistas de hoje conseguem fazer com este telurismo e este sentido único de dramaturgia.”

Ela: “Tenho fome.”

Vazios Urbanos

















Instantâneos da exposição Vazios Urbanos, inserida na Trienal de Arquitectura de Lisboa, patente no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, até 31 de Julho.

Tirámão!



Estes senhores cantam. Ou cantavam - pois cheira-me que já estão todos a fazer tijolo - música de inspiração cristã. Aqueles grupos típicos do Sul dos EUA, constituídos por homens bem fornidos que entoavam harmonias venturosas, apregoando os "good ol' moral values", normalmente exemplificados com atitudes muito pouco católicas. Alguém hão-de ter tocado. O critério é desconhecido (publicamente).

Não queremos saber, Batman

12.6.07

Zás



"The only reason for being a professional writer is that you can't help it."

Leo Rosten

Obrigado, Alex.

Fica

O Exorcismo de Madalena Iglesias









8.6.07

Ó Elsa



Goodbye, Maria Ivone.

Já dei


Não quero voltar a dar, não quero receber, não quero falar e, acima de tudo, não quero ouvir - que os meus actos me pertençam só a mim, que as minhas palavras deixem de me escravizar, que o meu espírito paire leve sobre as boas consciências e que, acima de tudo, nunca, mas nunca, as palavras dos outros definam aquilo que eu sou. Já dei. Já recebi a troca. É um ponto final.

I don't wanna give, I don't wanna get in return, I don't wanna talk and, mostly, I don't wanna hear - may my actions belong to me alone, may my words free me from their slavery, may my spirit float amongst the well-intended and, above all things, may the words of others fall forever short of defining me. Been there, done that. That's the end.


(Pintura de Luke Chueh)

Tresmalhado

5.6.07

Préface



"Mozart est mort seul,
Accompagné à la fosse commune par un chien et des fantômes.
Renoir avait les doigts crochus de rhumatismes.
Ravel avait dans la tête une tumeur qui lui suça d'un coup toute sa musique.

Beethoven était sourd.

Il fallut quêter pour enterrer Béla Bartok.
Rutebeuf avait faim.
Villon volait pour manger.
Tout le monde s'en fout...

L'Art n'est pas un bureau d'anthropométrie !

La Lumière ne se fait que sur les tombes...
Nous vivons une époque épique et nous n'avons plus rien d'épique
La musique se vend comme le savon à barbe.
Pour que le désespoir même se vende il ne reste qu'à en trouver la formule.


Tout est prêt :
Les capitaux
La publicité
La clientèle

Qui donc inventera le désespoir ?

Avec nos avions qui dament le pion au soleil,
Avec nos magnétophones qui se souviennent de "ces voix qui se sont tues",
Avec nos âmes en rade au milieu des rues,
Nous sommes au bord du vide,
Ficelés dans nos paquets de viande,
A regarder passer les révolutions

N'oubliez jamais que ce qu'il y a d'encombrant dans la Morale,
C'est que c'est toujours la Morale des autres.

Les plus beaux chants sont des chants de revendications
Le vers doit faire l'amour dans la tête des populations.


A L'ÉCOLE DE LA POÉSIE ON N'APPREND PAS
ON SE BAT !"



(Excerto da versão gravada em 1971 do prefácio a Poète... vos papiers!, escrito por Leo Ferré en 1956)

Bayday, bayday




Não sei quem teve a ideia de ilustrar e resumir a obra de Michael Bay com este poster, mas revelou uma lucidez extraordinária. Maior justiça lhe faz, porém, esta homenagem disponível no incontornável YouTube. Podem os azeiteiros cinematográficos começar a salivar: Transformers, que Steven Spielberg co-produz (faz sentido, quem escreve e produz os Goonies é capaz de tudo), está prestes a rebentar, literalmente.

Não há palavras



Haja artistas, muitos e variados, para traduzirem o que nos vai na alma.

(Foto: "3.", de Andreas Gursky)

1.6.07

A ferver


Mais um blog de singular beleza. Este chama-se Poeta Apaixonado, é brasileiro, e propõe-se fazer à língua portuguesa e ao sentido estético aquilo que o Vatsyayana andou à fazer às moças lá da terra dele. A título demonstrativo, um 'poema', intitulado "Toda Sua!!!!!!" (com seis exclamações).


"Vc é simplesmente, o Homem mais maravilhoso da face da terra!!!!
dizer neste momento, que te adoro,seria pouco...Que sou louca por ti,menos ainda!!!
Então o que dizer... Que te amo?Existe uma expressão mais forte?Se existe é ela que quero usa-la para definir o que sinto por vc.!!!

Sinto o seu Perfume ao respirar...Penso em vc,a todo instante,sabe porque? Porque é bom demais sentir o que sinto por vc,Não quero outro sentimento...
Sou feliz por vc, existir...E passei a viver todos os meus dias,só pra vc...
na certeza que no dia seguinte vou te ouvir...
"Amo tua voz"

Como esquecer de vc? Como arrancar de mim, a sedução do seu olhar?
Seu jeito tão gostoso de me amar!!! Eu preciso desse amor no meu coração!!!
Não tem mais jeito... Vc não está simplesmente dentro, dele!

Está "TATUADO" No mais íntimo de mim!!! Tudo lembra vc,quem me olha te vê,basta só procurar,no meu olhar!!! Eu gosto quando vc fala com o meu coração,dizendo tudo e acendendo a LUZ do teu olhar olhar!!!
Me pede pra vc, de um jeito, que eu não consigo dizer NÃO...

Eu gosto Quando vc faz aquilo que pensei,de um jeito bem melhor ainda do que eu sonhei,e lê meus pensamentos,como se vivesse em mim...Ligando todos os botões das minhas emoções...

Eu gosto quando a gente faz amor,sem procurar exatamente o melhor lugar!!!Vc faz a minha vida, ter sentido e direção...Seu corpo è pra mim, uma fonte de desejos...
Me fascino com seus beijos,Delíro, viajo,amanheço e anoiteço com meus lábios,queimando a procura dos teus...É muito amor!!!

Eu te quero para sempre na minha vida!!!

Não posso e não quero,nunca mais...Deixar de te amar...Este amor me alimenta,por que sei, que o seu amor por mim,também é verdadeiro...Eu sinto isso,vc me passa isso...Sou feliz!!! E quero te fazer feliz... Seja lá como for,não importa!!! Só quero te amar...

Toda sua!!!

Eu disse TOOOOOOOOOOOOda sua!!!

Te amo demais!!!"

Fucking lovely







De: Kokkonen Pasi
Enviada: qui 31-05-2007 17:37

Assunto: A Little Austrian Town Named . . .

The newspaper article is even funnier than the sign!!

Are the residents called Fuckers?

What are the mothers called?

What would you be learning at the Fucking High School?

Does the Fucking Hospital help you with anything else?

If your friend came from another town, he wouldn't be your Fucking friend.

NOW YOU CAN FORWARD THIS TO ALL YOUR FRIENDS WHO KNOW NOTHING ABOUT FUCKING.

Anemia criativa?



Submitted by Arisca on Fri, 2007-06-01 11:14.

The girl is being examined by a chastising and hopeless teacher... She's alone in that spartan classroom... And you call that a small task? Also, it may keep people wondering if the Ginsana blew up the bic pen. The copy totally misses the mark.

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Submitted by Arisca on Fri, 2007-06-01 11:27.

Yet again, the guy may lack the energy because he is so gigantically endowed. "A more natural way"... compared to...? "You should take Ginsana"... Give the thing absolute urgency, don't turn it into an advisory prospect. The "Force of Nature" signature kind of glues two of the ads together in a funny way, but the classroom one is totally left outside. Well intentioned but weak, i think.

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Submitted by Crayon on Fri, 2007-06-01 11:33.

endline: force of nature doesn't fit with visual at all...

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Submitted by Arisca on Fri, 2007-06-01 11:44.

A man with a humongous dick, and a gigantic dog... Even if not intended, i think it does.

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Agência: DDB Portugal